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moacircaetano


FELICIDADE? É BATATA!

 

A vida - empada - é assim:

quente!

De vez em quando uma pimentinha

que queima a boca da gente...

Uma mordida repentina

e a língua sofre com a quentura...

Mas que belezura

saber que mesmo quando despretensiosa,

a vida será sempre deliciosa!



 Escrito por moacircaetano às 09h51
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CONSULTA

 

"O fim do arco-íris, seu Ozires,

está dentro de cada um de nós",

afirmou Dr. Queiroz...



 Escrito por moacircaetano às 08h59
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Calendário

 

Naquele 12 de outubro

Um menino não sorriu.

Estava com fome.

Estava com frio.

Frio na pele.

Frio na alma.

Nao tinha presente.

Mas tinha uma arma.

Um mano emprestou.

Demorô.

 

Era Dia das Crianças.

Criança o caralho.

É sujeito homem.

Forjado no aço

Da indiferença.

Pensa!

12 anos e pronto

Pra pegar na marra

O que lhe negaram.

Corre, negada.

 

Hoje não foi pra escola.

Hoje não teve merenda.

Hoje é dia de festa,

De redistribuição de renda.

Apropriação indébita.

Furto qualificado.

Assalto a mão armada.

Tentativa de assassinato.

Palavras que não traduzem

Mais um dia de trabalho.

 

Naquele 12 de outubro

Mais um menino morreu.

Adulto assim, de repente,

Um novo homem nasceu.

Nao conhece ninguém.

Nao conhece quem

Lhe faça pensar diferente.

Nasceu super homem.

Nasceu menos gente.

Nasceu diferente.

 

Nada lhe assusta.

Sua vida é curta.

Aos doze, adulto.

Aos treze, prisão.

Quatorze, fuga.

Quinze, ascensão.

Com dezesseis, já velhinho,

Emprenha uma gata

E numa emboscada

Morre sozinho.

 

Seu filho, franzino,

Num 12 de outubro

(a vida não pára),

Ao invés de presente

Ganha um tapa na cara.



 Escrito por moacircaetano às 08h28
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BRUMA

 

O que vale mesmo, de verdade, na vida

É aquele pedacinho de felicidade

Que insiste em fugir das nossas mãos.

 

E, Deus, como tentamos.

Fazemos novena, promessa, propósito.

Vendemos a (c)alma ao diabo.

Fazemos o diabo pra não perder

O instante preciso, a palavra certa.

O gesto definitivo.

Uma salvaguarda eterna.

 

E olha a felicidade 

escorrendo pelos vãos.

Serelepe, risonha.

Nos cortando com faca de pão.

 

E nos desesperamos.

Escalamos montanhas, mergulhamos profundo.

Corremos mundo atrás de um sonho.

E ela nos foge, se esconde,

Faz rastro, nos deixa na poeira.

E la vamos nós, de novo,

De novo. De novo. De novo.

Parece brincadeira.

 

O que nos faz viver é essa busca.

Essa dança, esse trajeto

Entre nosso desejo e o não.

 

Esse pedacinho de felicidade

Que insiste em escapar das nossas mãos.



 Escrito por moacircaetano às 08h27
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VIAGEM

 

...e nos cabelos dela

havia um pouco dele...

A pele das mãos, de carinhos tantos,

e umas lágrimas de raros prantos

– não de tristeza, de felicidade...

 

E na pele dela, sua metade,

existia mais um pouquinho...

Saliva de milhares de beijos,

cheiro de rosas sem espinhos,

e doloridas marcas de dedos...

(demais o desejo!)

 

No coração não diria,

coisa mais clichê!

Mas se vê,

nos espaços entre artérias e pericárdios,

nadando no fluxo sanguíneo

– serelepe menino –

e penetrando nos grandes vasos,

o rosto dele marcado a fogo e ferro,

gritando o nome dela, aos berros,

declamando versos e nomes feios,

mergulhando sem escafandro e sem freios, 

voando pelo céu multicolorido...

Mocinho, vítima e bandido!



 Escrito por moacircaetano às 08h53
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INVENTÁRIO

 

O corpo humano tem
dois metros quadrados de pele
trinta e dois dentes
duzentos e seis ossos
duzentos e doze músculos
noventa e sete mil metros de veias e artérias
cinquenta mil cabelos
cinco milhões de pelos
vinte e cinco bilhões de neurônios
duzentos e vinte bilhões de células
sete octilhões de átomos
e um coração

 

Em mim
gravado em cada milímetro quadrado
seu nome
queimando em amor e paixão



 Escrito por moacircaetano às 13h19
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A SEXTA E A PUTA

Hoje a sexta é santa

Mas eu continuo puta.

Aberta a visitação.

 

Afinal, 

uns comem carne, outros não.



 Escrito por moacircaetano às 00h20
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QUINZE PRA UMA

 

A segunda-feira me bate à porta.

Enfia a cara entre os espaços vazios do domingo.

Deposita em meu fim de semana

As larvas malditas do tempo.

Que passa, depressa.

 

Preguiçoso, o dia não sabe

Que está prestes a morrer.

Insiste em seguir, teimoso,

Avançando os limites da madrugada.

 

Amanhã, sono e cansaço cobrarão seu preço

E os minutos percorrerão, eternos,

O caminho rumo ao tédio

E à consternação.

 

Deito.

Na boca, o sabor do senão.



 Escrito por moacircaetano às 07h25
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INVERNO

 

Nos dias de frio

tudo dói mais...

Um corte na pele.

O tanto-faz.

Topada na quina da mesa.

A falta de paz.

 

Em dias frios como agora

onde tudo se congela

antes da hora

e a janela

fica fechada 

pro que vem de fora...

 

...

 

Sabe aquela saudade que sinto de você

e que, quando passa frestas da porta,

uiva num longo e tristíssimo assovio?

 

Fica sempre pior quando faz frio...




 Escrito por moacircaetano às 07h38
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VERÃO

 

Calor!

Calor infernal!

Em dia como esses

Nada parece normal...

 

A vida se arrasta, leeeeennnnnntaaaaaaa...

O amor mal se aguenta

E os hormônios, à flor da pele

Tanto atraem quanto repelem.

 

E tudo fica meio amplificado

Pelas ondas invisíveis de quentura...

A raiva mal disfarçada,

O mormaço subindo na rua,

A impaciência com o chefe insuportável.

E esse tesão, quase palpável,

Bamboleando em sua cintura.

 

Em dias de calor como os atuais

O corpo sempre pede mais...



 Escrito por moacircaetano às 07h37
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GIRASSOL

Um raio de sol é coisa linda.

Dá vontade de segurá-lo nas mãos.

Dá vontade de prender, pegar pra si.

De costurá-lo em nossos desvãos.

 

Um raio de sol é um troço mágico.

E a gente quer que seja eterno.

A gente quer que seja só nosso.

Pra guardar pros dias de inverno.

 

Um raio de sol é poesia pura.

E a gente sabe que só dura

enquanto o dia está no céu.

Então queremos escondê-lo

na nossa sala de troféus.

 

Mas o raio de sol é esguio,

ô bicho escorregadio...

aquece nossas mãos, nossas costas,

espanta a nossa solidão,

planta o sim dentro do não,

dobra todas as apostas

e depois vai embora.

E a gente quase estertora.

 

Por isso, à noite, dormimos.

Pra sonharmos com o sol.

Por isso existem lâmpada, lanterna, farol.

 

Por isso os sonhos são importantes.

Enquanto se espera o raio de sol,

se é feliz antes!



 Escrito por moacircaetano às 07h47
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MILAGRE

 

 

Andar sobre as águas exige leveza...

Exige passos de pássaro, delicadeza,

exige que não se toque o chão, 

que se flutue acima da correnteza.

 

Andar sobre as águas não é mole não...

Demanda certo controle da respiração.

Uma paciência de mestre zen

e a dose certa de amém!

 

Andar sobre as águas é passatempo arriscado,

requer concentração e desprendimento.

Um equívoco no movimento

e morremos afogados...

 

Homens de pouca fé julgarão, coitados,

a tarefa impossível, uma crendice.

Mas é tão lindo o momento em que os pés 

se apoiam no azul da superfície!



 Escrito por moacircaetano às 07h46
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APOCALIPSE

 

 

Novos deuses caminham sobre a Terra...

 

Não exigem preces.

Incontestes,

nos roubam os dias,

nos roubam a vida.

 

Não querem oferendas,

mas sim nossas escolhas.

Nos prendem em bolhas.

 

Não querem dízimos.

Querem tudo, e querem agora.

Exigem cada uma de nossas horas.

 

Obedientes,

nos entregamos em sacrifício.

Nos rendemos aos vícios

e assinamos um contrato

entregando nossa alma.

 

Novos deuses caminham sobre a Terra!

Nos matam aos pouquinhos

e devoram a nossa calma...



 Escrito por moacircaetano às 07h44
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CONTÉM 1 DRAMA

 

 

Felicidade é que nem perfume...

Tem seu delicioso momento de cume

e depois vai sumindo, lentamente...

Lentalentaleeennntaaaameeeennnnteeeee...

 

A gente se agarra ao cheiro,

tenta fazer com que aquilo dure

o dia, o mês, o ano inteiro...

Queremos que a felicidade se misture

ao nosso próprio exagero

e que permaneça pra sempre...

 

Mas sempre

não existe...

e o perfume pouco a pouco desiste

da nossa pele, dos nossas mãos...

E é necessária nova aplicação.

 

O olfato e a felicidade

são delicadas flores, que mal nascem

e já querem ir embora, apressados...

Carregue sempre um pequeno frasco

e use em pequenos bocados!



 Escrito por moacircaetano às 07h43
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DAVI

Minha mais linda poesia
Ainda troca o R pelo L
E dorme embaixo de cobertor.

Minha poesia mais linda
Me reescreveu: amor.



 Escrito por moacircaetano às 21h18
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