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moacircaetano


A FADA NEGRA

 

Eu já estive lá.

Melhor não entrar.

Se puder, fique parada na porta

e se finja de morta

vendo a banda passar.

Não a convide jamais.

Ela sabe o que faz

e depois não vai mais embora,

apesar do adiantado da hora.

 

Eu já passei longos dias

naquela estadia,

suando em corredores frios

e sem iluminação.

Minha pele feito coração,

e meus nervos em frangalhos,

medo de tudo que se movia...

Definitivamente,

ela não é boa companhia.

 

Hoje, olhando em retrospectiva,

penso que a melhor medida

é não deixá-la se aproximar.

Apesar de seu canto atraente,

ela não sabe parar

até acabar com a gente.

Até não restar

nada, nada em pé.

Ela é uma terrível mulher.

 

Ela não se contenta com pouco.

É um anjo louco

em busca das nossas almas.

E depois não há calma,

paciência ou guerrilha

que a detenha.

Navio sem quilha,

cadeado sem senha.

 

Eu já estive lá

e quase não saí.

Sorrateira...

Ela não é brincadeira.

Melhor sorrir

sempre que puder,

e quando nada for pra riso,

apele pra fé,

ou pro amor,

ou seja o que te for

que te mantenha em pé.

 

Tenha sempre um desafio,

guarde uma flor na lapela,

vá contra a correnteza do rio,

acorde primeiro que ela

e saia sem deixar endereço.

O preço

é alto demais pra ser pego na curva.

 

Tome banho de chuva,

mate serviço um dia que seja

pra tomar uma cerveja com quem você ama,

transforme cada minuto num fim de semana

mesmo que seja só na sua imaginação.

Plante flores em cada fresta no chão

e colha antes que ela apareça.

Ela não gosta de felicidades

nem de surpresas.

 

Eu já estive lá.

E sei que pensar

já é meio caminho pra ser.

Então não deixa acontecer.

Nem pense nisso!

Faça um compromisso

com ninguém além de você:

Queira ser feliz quando crescer,

mas seja criança todo dia,

seja sempre uma menina...

 

Assim ser feliz será só mais um dia de rotina!



 Escrito por moacircaetano às 17h31
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Ninguém morre de amor... 

se morreu, seja como for,

é porque o amor faltou...

 

Ou porque fugiu,

ou foi embora,

ou morreu,

ou passou da hora,

ou o ciúme venceu,

e foi melhor acabar,

ou porque um dos dois 

não soube como amar...

 

Ninguém morre de amor,

de amor se vive, isso sim...



 Escrito por moacircaetano às 09h41
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GIRASSOL

 

Um raio de sol é coisa linda.

Dá vontade de segurá-lo nas mãos.

Dá vontade de prender, pegar pra si.

De costurá-lo em nossos desvãos.

 

Um raio de sol é um troço mágico.

E a gente quer que seja eterno.

A gente quer que seja só nosso.

Pra guardar pros dias de inverno.

 

Um raio de sol é poesia pura.

E a gente sabe que só dura

enquanto o dia está no céu.

Então queremos escondê-lo

na nossa sala de troféus.

 

Mas o raio de sol é esguio,

ô bicho escorregadio...

aquece nossas mãos, nossas costas,

espanta a nossa solidão,

planta o sim dentro do não,

dobra todas as apostas

e depois vai embora.

E a gente quase estertora.

 

Por isso, à noite, dormimos.

Pra sonharmos com o sol.

Por isso existem lâmpada, lanterna, farol.

 

Por isso os sonhos são importantes.

Enquanto se espera o raio de sol,

se é feliz antes!



 Escrito por moacircaetano às 09h40
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PERCORRER

 

Amanhã, mais um dia...

Mais um passo depois do outro...

Mais uma sucessão de minutos que,

prisioneiros de mim mesmo, 

se tornarão minha vida.

 

E não importa se eles serão conectados entre si

ou se haverão interrupções esparsas.

Ou se eles serão completamente dispersos,

estranhos um ao outro...

É mais um dia, e isso me basta.

 

Os pés, obedientes, se levantarão da cama de manhã,

trilharão os caminhos que surgirem

e em algum momento se deterão, cansados...

 

A velha canção do tempo soprará algo em seus ouvidos e

obedientes, eles voltarão a se mover...



 Escrito por moacircaetano às 10h20
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ORVALHO

 

Hoje a chuva me acordou, violenta.

 

Remexendo todos os objetos do quintal,

espantando moscas, mariposas e similares...

tornando revolta a superfície das águas.

 

Os relâmpagos, ariscos, rasgaram o escuro da noite

e iluminaram os caminhos

(embora poucos ousem andar sob a tempestade).

 

O ribombar dos trovões assustou a todos,

porém soou como música aos meus ouvidos ainda adormecidos.

 

Na textura diáfana e difusa do sono quase desperto

calcei meus pés com o sabor da manhã

e sorri...

 

Me deitei pra descansar mais um pouco, só mais um pouco,

e então começar, triunfante, o meu dia!



 Escrito por moacircaetano às 10h19
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MAR

 

As águas na superfície dependem do vento.

Da inclinação das águas da chuva.

Do ângulo de incidência dos raios solares.

Da atração gravitacional exercida pela Lua.

Da atividade humana no litoral.

 

E então as águas se turvam.

Ou se tornam revoltas.

Ou se acalmam.

Ou tragam barcos, com pessoas e sonhos.

 

Mas abaixo do espelho azul,

o mar é um só.

Com suas toneladas de água límpida.

Com seus peixes, plânctons, algas,

com seu ecossistema completo a viver,

indiferentes aos pequeninos seres humanos.

 

Abaixo do espelho absurdamente azul,

a vida segue, há milhões de anos...



 Escrito por moacircaetano às 10h19
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CORRENTEZA

 

Lava tudo, correnteza!

Leva o lixo, lava a rua...

Deixa a pele do mundo nua...

Logo a longa mão da chuva

Põe as cartas sobre a mesa...

 

Lava tudo, correnteza...

Limpa o pó dos meio-fios

E o chorume das sarjetas.

Lânguidas, as águas se entregam

Às suas dez mil corredeiras!

 

Lava tudo, correnteza...

Limpa os vidros dos carros pra gente ver

Com detalhes, com clareza, 

O que sobra após o jorro inevitável 

Da sua limpeza...

 

Leva eu, correnteza!



 Escrito por moacircaetano às 10h18
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ESTRADA

 

A estrada se estende à nossa frente...

tapete vermelho sobre os jardins da imaginação.

Caminho ainda não trilhado tem infinitas possibilidades.

 

O caminho percorrido, este não pode ser caminhado novamente

(a não ser com os pés descalços das lembranças).

Muitos tentam copiar e colar os mesmos passos.

Uns porque não erraram, e assim querem continuar.

Outros, sem motivo aparente, insistem nos mesmos erros...

 

(Um aparte sobre as lembranças...

sobre a força irresistível da memória:

Envenenam ou acalentam, 

entristecem ou inebriam).

 

Sei que o caminho se estende à nossa frente.

E é maravilhoso existirem opções.

Há um preço a se pagar por cada uma delas.

 

Podemos seguir em frente.

Podemos andar pros lados.

Pra trás.

Ou ficarmos, paralisados.

 

Eu prefiro olhar pra cima,

estender os braços pro céu azul

e voar...

 

A poesia me impulsiona, quase sem pensar...



 Escrito por moacircaetano às 09h26
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FELICIDADE? É BATATA!

 

A vida - empada - é assim:

quente!

De vez em quando uma pimentinha

que queima a boca da gente...

Uma mordida repentina

e a língua sofre com a quentura...

Mas que belezura

saber que mesmo quando despretensiosa,

a vida será sempre deliciosa!



 Escrito por moacircaetano às 09h51
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CONSULTA

 

"O fim do arco-íris, seu Ozires,

está dentro de cada um de nós",

afirmou Dr. Queiroz...



 Escrito por moacircaetano às 08h59
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Calendário

 

Naquele 12 de outubro

Um menino não sorriu.

Estava com fome.

Estava com frio.

Frio na pele.

Frio na alma.

Nao tinha presente.

Mas tinha uma arma.

Um mano emprestou.

Demorô.

 

Era Dia das Crianças.

Criança o caralho.

É sujeito homem.

Forjado no aço

Da indiferença.

Pensa!

12 anos e pronto

Pra pegar na marra

O que lhe negaram.

Corre, negada.

 

Hoje não foi pra escola.

Hoje não teve merenda.

Hoje é dia de festa,

De redistribuição de renda.

Apropriação indébita.

Furto qualificado.

Assalto a mão armada.

Tentativa de assassinato.

Palavras que não traduzem

Mais um dia de trabalho.

 

Naquele 12 de outubro

Mais um menino morreu.

Adulto assim, de repente,

Um novo homem nasceu.

Nao conhece ninguém.

Nao conhece quem

Lhe faça pensar diferente.

Nasceu super homem.

Nasceu menos gente.

Nasceu diferente.

 

Nada lhe assusta.

Sua vida é curta.

Aos doze, adulto.

Aos treze, prisão.

Quatorze, fuga.

Quinze, ascensão.

Com dezesseis, já velhinho,

Emprenha uma gata

E numa emboscada

Morre sozinho.

 

Seu filho, franzino,

Num 12 de outubro

(a vida não pára),

Ao invés de presente

Ganha um tapa na cara.



 Escrito por moacircaetano às 08h28
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BRUMA

 

O que vale mesmo, de verdade, na vida

É aquele pedacinho de felicidade

Que insiste em fugir das nossas mãos.

 

E, Deus, como tentamos.

Fazemos novena, promessa, propósito.

Vendemos a (c)alma ao diabo.

Fazemos o diabo pra não perder

O instante preciso, a palavra certa.

O gesto definitivo.

Uma salvaguarda eterna.

 

E olha a felicidade 

escorrendo pelos vãos.

Serelepe, risonha.

Nos cortando com faca de pão.

 

E nos desesperamos.

Escalamos montanhas, mergulhamos profundo.

Corremos mundo atrás de um sonho.

E ela nos foge, se esconde,

Faz rastro, nos deixa na poeira.

E la vamos nós, de novo,

De novo. De novo. De novo.

Parece brincadeira.

 

O que nos faz viver é essa busca.

Essa dança, esse trajeto

Entre nosso desejo e o não.

 

Esse pedacinho de felicidade

Que insiste em escapar das nossas mãos.



 Escrito por moacircaetano às 08h27
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VIAGEM

 

...e nos cabelos dela

havia um pouco dele...

A pele das mãos, de carinhos tantos,

e umas lágrimas de raros prantos

– não de tristeza, de felicidade...

 

E na pele dela, sua metade,

existia mais um pouquinho...

Saliva de milhares de beijos,

cheiro de rosas sem espinhos,

e doloridas marcas de dedos...

(demais o desejo!)

 

No coração não diria,

coisa mais clichê!

Mas se vê,

nos espaços entre artérias e pericárdios,

nadando no fluxo sanguíneo

– serelepe menino –

e penetrando nos grandes vasos,

o rosto dele marcado a fogo e ferro,

gritando o nome dela, aos berros,

declamando versos e nomes feios,

mergulhando sem escafandro e sem freios, 

voando pelo céu multicolorido...

Mocinho, vítima e bandido!



 Escrito por moacircaetano às 08h53
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INVENTÁRIO

 

O corpo humano tem
dois metros quadrados de pele
trinta e dois dentes
duzentos e seis ossos
duzentos e doze músculos
noventa e sete mil metros de veias e artérias
cinquenta mil cabelos
cinco milhões de pelos
vinte e cinco bilhões de neurônios
duzentos e vinte bilhões de células
sete octilhões de átomos
e um coração

 

Em mim
gravado em cada milímetro quadrado
seu nome
queimando em amor e paixão



 Escrito por moacircaetano às 13h19
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A SEXTA E A PUTA

Hoje a sexta é santa

Mas eu continuo puta.

Aberta a visitação.

 

Afinal, 

uns comem carne, outros não.



 Escrito por moacircaetano às 00h20
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