Counters
Free Counter omnia mutantur, nos et mutamur in illis


Viagens...

> moacircaetano todo prosa <

> flickr <

> desenhos e photoshop <

> retratista <

> armazém de coisas <

> blog de 7 cabeças <

> músicas com josué <

> fotolog com Miriam e Ju <

Antes...

Ver mensagens anteriores
Links Amigos
 A Mulher que eu amo!!! (fotolog)
 A Mulher que eu Amo!!! (blog)
 Olívia e Bolívia
 A Madahlena sem Arrependimento
 Aline
 Andréa Del Fuego
 Ana Paula Mangeon
 Bizarro Deslumbre
 Borboleta e Joaninha
 Breves Histórias Cotidianas
 Calcinhas ao Léo
 Carla Juliano
 Césped Vesper
 Coisa Rara
 Coração na Boca
 Creolina
 Czarina
 Diovvani Mendonça
 Infinit Loop
 Decca e seus rabiscos
 Demasiadamente Inconstante
 e-pistolas
 Elaine Lemos
 Enfim tudo de novo
 Ensaios do Eu
 Escuchameporra
 Fada Milly
 Farinhada
 Fernando Palma
 Flores, Pragas e Sementes
 Gaveteiro
 Giramundo Giraeu Girassol
 Histórias e Vitórias
 Isabellinha, Movimentando o Nada
 Japonês em Braille
 Josué Gomes
 Keila, sobre caminhos e pedras...
 Leite de Letra
 Letra Preta
 Lobotomy Cafe
 Lomyne
 Lugar Gostoso
 Lume Vagante
 Marcelo Brettas
 Marluquices
 Mendoscopia
 Meu Contratempo
 Mia Geodésica
 Monopólio
 Múcio Góes
 Mundo Estranho
 Noturnolândia
 Rainha de Copas e seu sorriso de arco-íris
 Remo Saraiva
 Rita Apoena
 Samia
 Sandra Souza
 Saramar
 Torre de Bebel
 Um Anjo Pornográfico
 Um Tiro no Escuro
 Veronique
 Versos deLírios
 MUSICOVERY
 Devaneios Aéreos
 Nati Alves
 Hipácia
 O Mundo de Paco
 Tati Messias
 Suspiros de Sabrina
 Adyverso
 Verbologue
 Sentir é um Fato
 Mainha me deu lápis
 Ramon Alcântara









moacircaetano


VERÃO

Calor!
Calor infernal!
Em dia como esses
Nada parece normal...

A vida se arrasta, leeeeennnnnntaaaaaaa...
O amor mal se aguenta
E os hormônios, à flor da pele
Tanto atraem quanto repelem.

E tudo fica meio amplificado
Pelas ondas invisíveis de quentura...
A raiva mal disfarçada,
O mormaço subindo na rua,
A impaciência com o chefe insuportável.
E esse tesão, quase palpável,
Bamboleando em sua cintura.

Em dias de calor como os atuais
O corpo sempre pede mais...



 Escrito por moacircaetano às 10h23
[ ] [ envie esta mensagem ]



INVERNO

Nos dias de frio
tudo dói mais...
Um corte na pele.
O tanto-faz.
Topada na quina da mesa.
A falta de paz.

Em dias frios como agora
onde tudo se congela
antes da hora
e a janela
fica fechada 
pro que vem de fora...

...

Sabe aquela saudade que sinto de você
e que, quando passa pelas frestas da porta,
uiva num longo e tristíssimo assovio?

Fica sempre pior quando faz frio...



 Escrito por moacircaetano às 00h23
[ ] [ envie esta mensagem ]



EX TUNC

Supervenientemente
comunico-lhe, querida,
neste ato a anulação definitiva
da sua entrada em minha vida.

Baseando-me nas minhas leis vigentes
e no princípio da insignificância
declaro completamente sem importância
todas as ações advindas do passado
e suas consequências resultantes
da imprudência de dois amantes.

Este presente pronunciamento de invalidade
busca, tão somente, na verdade,
desfazer todos os vínculos entre as partes
e obriga-nos, felizmente, doravante,
à reposição das coisas ao status quo ante.

Devido à caducidade dos sentimentos envolvidos
este ato administrativo - para mim em nada abusivo -
aniquila os efeitos de origem sequenciais
daquela noite específica e seus reflexos tais,
de forma que restam completamente restaurados
minha felicidade, minha paz, a minha vida...

Favor assinar aqui embaixo
com firma reconhecida!



 Escrito por moacircaetano às 15h46
[ ] [ envie esta mensagem ]



OBITUÁRIO

Pequenas mortes acontecem todo dia
quem se importa com elas?
Um amigo que não aparece mais, 
outra traição em mais um dos infinitos carnavais...

Pequenas mortes acontecem, quase sempre iguais,
e ninguém dá bola pra elas...
diminutos lutos, mínimas sequelas...

O filho que não aparece no hospital,
justo quando a vida se estreitava.
O emprego, tão antigo, tão necessário,
que lhe sustentaria pra sempre,
migrando pra outras mãos, 
mais baratas, menos experientes.

A mulher que já não te olha com o amor de antes,
a vida que emerge monótona dos altos falantes,
o prêmio da loteria que não saiu,
a brincadeira sem-graça de primeiro de abril,
o desprezo desinteressado da moça do segundo andar,
a última chance, desperdiçada, de conhecer o mar,
o saldo negativo no cartão,
as lágrimas nascendo na escuridão...

Pequenas mortes acontecem a todo momento, eu sei,
e nenhuma das minhas interessa a quase ninguém,
embora sejam as mais importantes do mundo.

E enquanto me fecho em meu luto constante,
perco, em meu egoísmo hesitante,
a chance de chorar todas as outras pequenas mortes
que se sucedem a cada segundo.



 Escrito por moacircaetano às 13h43
[ ] [ envie esta mensagem ]



Casa com criança

Casa com criança, te digo,
é a coisa mais engraçada:
é brinquedo pra todo lado,
toda hora uma risada...
de repente a rotina se quebra,
a bagunça impera
e não importa mais nada!

Casa com criança, amigo,
é coisa sensacional!
Nada fica organizado,
nada, nada é normal,
Grito é coisa cotidiana,
seriedade é casca de banana, 
todo dia é carnaval!

Casa com criança - prossigo -
é a melhor coisa do mundo...
Preocupações, carrancas, ressentimentos
somem num átimo de segundo
quando, sem motivo aparente,
eles se viram pra gente
e dão um beijo, um abraço,
e remodelam o tempo e o espaço!

Casa com criança, não consigo
mais imaginar minha vida sem!
O jeito é, quando o Davi estiver maiorzinho,
fazer mais um, mais dois, mais três,
mais cinco, mais dez, mais cem!



 Escrito por moacircaetano às 18h04
[ ] [ envie esta mensagem ]



É Natal...

Difícil falar do Natal...
Não existe nada mais clichê!
Mas mesmo assim, falo, falamos, falaremos...
Uns mais, outros menos.

Metade diz que não gosta...
Que família reunida é uma bosta...
Que é uma data inventada pela mídia
pra vender panetone, presente e bíblia,
e que ninguém se lembra de Jesus
e da morte sangrenta na cruz.
Dizem mais, que somos todos falsos
nessa época do ano
e que melhor mesmo é ficar sozinho meditando
ou vendo o show do Roberto,
de preferência sem viva alma por perto!
Esses não criam calos nos pés
devido às longas horas de procura
por presentes pra todas as criaturas,
nem se aborrecem com esperanças inúteis
de que algo no mundo mude...
Mas em compensação
estão sempre um pouco mais tristes que a média...
e têm aquela cara de tango e tragédia!

A outra metade fica eufórica,
tocando aquelas musiquinhas chatas a toda hora,
gasta todo o décimo terceiro,
enfrenta shopping lotado,
compra presente pra mãe, pai, amigo e cunhado,
tira foto com o Papai Noel
(alguns acreditam que ele passeia mesmo no céu)
e beijam tudo que é criancinha
(inclusive a minha)
e dançam, e bebem, e comemoram
até tarde da hora
e levam tudo na base da besteira,
sabendo que a vida, no fundo, no fundo,
é só uma grande brincadeira!
Esses não se aborrecem com os acontecimentos
e vão levando sua vida
na base do circo e do pão...
e porque não?

E há essa pequena, limitadíssima fatia,
na qual me insiro, por falta de opção,
que tenta manter os olhos abertos 
e os pés no chão
enquanto passam por esse furacão
e entendem que um dia é só um momento
retirado de um longo livro de sentimentos
e que o amanhã é mais importante que o Natal,
pois é um dia normal...
E mais importante ainda é o que vem depois:
o café com leite e o feijão com arroz...
a doce e amarga ciranda de cada dia,
a luta contra o tédio e a monotonia,
onde só vence quem encontra a paz...
Seja como for (cada um sabe o que faz).

Então, sejamos religiosos ou não,
o negócio é aproveitar o dia de hoje
como mais uma oportunidade diária
pra exercitar o coração!

***********************************

Feliz 24 de dezembro a todos vocês que fazem parte da minha vida (e também àqueles que não), seja lá o que essa data signifique pra cada um de vocês!

 

E que amor seja o abraço, o carinho, a preocupação...

E que paz seja a tolerância e a compreensão!

E que sucesso sejam as conquistas, tanto coletivas quanto individuais...

pra podermos ser sempre mais... e ainda assim iguais!




 Escrito por moacircaetano às 09h36
[ ] [ envie esta mensagem ]



Cicuta

Quantas vezes
a camisa
pesou demais?

Quantas, tanta vezes
o grito da torcida foi bálsamo...
mas quantas vezes foi ausência de paz!

Quantas inúmeras vezes
a pressão era tanta
e era preciso molhar a garganta
e acalmar a alma...
Quantas vezes o mundo esteve na palma da sua mão
e quantas vezes não!

Mas o pior ainda estava por vir:
a falta de tudo isso!
O fim do feitiço
e dos toques de calcanhar!
O barulho da arquibancada a se calar
enquanto a vida seguia, teimosa...
Era tudo ali, preto no branco
quando devia ser cor de rosa!

Consultas, termos técnicos, receituários,
pacientes sucedendo-se, vários,
enquanto em seus olhos o filme se repetia,
dia e noite, noite e dia...

Onde esteja, Doutor,
descanse...
esse não foi seu último lance!



 Escrito por moacircaetano às 12h21
[ ] [ envie esta mensagem ]



Nove meses

Nove meses
são os tempos
das gravidezes...

O tempo necessário
pra um poeta salafrário
sair da zona de desconforto,
se lembrar que não está morto
e escrever umas rimas miseráveis...
Nove meses pra retornar aos píncaros inescaláveis
da não-fama-não-temporária.

E dá-lhe poesia mixuruca e ordinária!



 Escrito por moacircaetano às 11h53
[ ] [ envie esta mensagem ]



...

Três pontinhos
Podem dizer
Tão pouco, e tanto...

Podem conter e contar
Histórias, encantos, espantos...

Podem nunca terminar
E ainda assim
Serem (entre)tantos...

E chamá-los reticências
É o que de mais apropriado há!
Pois reticentes somos nós
E ainda assim
Adoramos
Deixar rolar!



 Escrito por moacircaetano às 11h49
[ ] [ envie esta mensagem ]



METAMORFOSE

"Me roubaram a poesia", pensou...

Mas no dia em que Davi nasceu
algo se tranformou.

E poesia já não era mais
palavras num caderno
ou num monitor externo.
Muito menos o mofo
em páginas de papel que ninguém lia.
A vida agora era a poesia.



 Escrito por moacircaetano às 12h04
[ ] [ envie esta mensagem ]



Digressão

Da janela do avião nada tem significado.
Os retângulos verdes, desbotados. Ou verdejantes.
As cidades, jogos de lego distantes. Sem pessoas visíveis.
As rodovias impossíveis, ligando pequenos pedacinhos de concreto.
Nada parece correto. Exceto o mar.

E eu, que não sei nadar...

O azul-de-doer-os-olhos do céu abraça a visão.
E as nuvens brincadoiras fazem que não sentem o calor do sol.
E nem chovem. Riem do que sou.

Mal humorado, puxo o fecho da escotilha,
desenrolo o mecanismo do tempo
e fujo pra dentro de mim.

Os passageiros ao redor, estranhos, nem estranham que eu seja assim.



 Escrito por moacircaetano às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]



Normal

Sabe esse negócio de ser normal?
Pois é, não acho legal.

Gosto de vida bem vivida,
com loucuras ocasionais e sabores permanentes,
gosto de sorriso, de sóis, de gente,
de pessoas que flutuam, não andam.
Gosto de carrosel, montanha-russa e ciranda.

Gosto da dança das flores e de cada momento
que nasce do imponderável.
Gosto do improvável.

Gosto de ter lembranças pra reviver.
Afinal, lembrar é um pouquinho de ser.

E acima de tudo, adoro
quando me condecoram
com adjetivos divertidos:
Bobo, besta, palhaço,
louco, doido varrido.
Qualquer coisa que não seja banal.

Pois você já sabe: não gosto
desse negócio de ser normal!



 Escrito por moacircaetano às 14h08
[ ] [ envie esta mensagem ]



Solidão

A solidão me aprisiona.
Me acorrenta.
Me prende e arrebenta.

A solidão me encarcera.
Presídio, gendarmes, cela.

A solidão não sabe o que faz.
Não me deixa em paz.

Por isso vivo rodeado de pessoas e coisas.
Por isso me preencho de sons, palavras e sorrisos.
Por isso vivo dramas, os meus e os alheios.
Por isso vivo sem freios.
Sim, é por isso...

Mas não se engane!
Não me odeie nem me ame.
E acima de tudo, não tenha pena de mim.
Eu adoro ser assim.



 Escrito por moacircaetano às 16h07
[ ] [ envie esta mensagem ]



**********************************************************************************************************************

Hoje, reinauguração do blog, que andava meio esquecido, tadinho.

E, nessa ocasião, visto black-tie e posto um poema em parceria com a Czarina,
por quem tenho uma admiração imensa.

Um prazer e uma honra.
**********************************************************************************************************************

 

Modorra

Cláudia esperava o trem.
E não havia chuva.
Ou sol no claro céu.
Não havia
trem também, não ainda.
Mas havia a espera.
E crianças esperando as nuvens.
Lancheiras abertas furtivamente.
Casacos a esquecer nas cadeiras.

E o trem, distante, a esperar por Cláudia.

 

Sleepiness

Claudia waiting for the train.
And there is no rain.
Or sun in the shiny sky.
There isn´t even a train, not yet.
But there is the waiting.
And children looking for clouds.
Half-open snack bags.
In-the-chair-forgettable coats.

And the train, waiting for Claudia.
**********************************************************************************************************************



 Escrito por moacircaetano às 12h30
[ ] [ envie esta mensagem ]



Poesia

Tenho tentado, meu pai.
Mas ela não me sai.
Clichê, eu sei.

(Assim como já é clichê
afirmar-se clichê).



 Escrito por moacircaetano às 10h31
[ ] [ envie esta mensagem ]