Trecho de "O Livro da Amiga"
Hélio Pellegrino
Amiga, Tudo é muito simples Sairemos um dia, como quem ama o sol, sem mais nada
Teremos pela nossa frente a estrada e a poeira da estrada Nossas mãos saberão colher o início das águas Nossa sede alimentará a substância do fogo
Depois, estaremos cansados, E o nosso amor rolará pela relva, sol sem mais nada
Escrito por moacircaetano às 21h14
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Hoje tudo está escuro...
Apesar do sol brilhar lá fora, apesar do dia, das luzes, tudo está muito, muito escuro lá fora...
Não! Está escuro aqui dentro!
Aqui, onde diziam que tudo era mais seguro no mundo da sinceridade da honestidade da retidão de caráter do bom mocismo do estudo, do trabalho duro da amizade incondicional dos princípios, da moral dos bons costumes de Deus e de sua gigantesca cartilha da Santíssima Trindade do amar o próximo (claro, depois de amar a Deus sobre todas as coisas!!!) do altruísmo e de mais um monte de baboseiras que nos enfiam na cabeça vinteequatrohoraspordia trezentosesessentaecincodiasporano...
Trinta anos se passaram mais um se completará e não veio recompensa não veio a felicidade não veio sequer a satisfação de poder sonhar em paz...
Quem sabe a maldita cartilha não esteja certa? E a recompensa venha somente depois da vida???
Nesse caso, pra que esse estágio totalmente desnecessário?
Só pra saber se somos realmente dignos? E se não formos? E se EU não for? Vou ficar de castigo? Não vou poder assistir desenho? Não vou ter sobremesa? Não vou poder sair de férias? Vou ficar virado pra parede usando chapéu de burro? Ou vou ficar ajoelhado no milho?
Meu Deus, cadê a saída de emergência???
Escrito por moacircaetano às 09h54
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DESVÃOS
moacircaetano
Ainda que tudo se me afigure fio sem prumo, faca sem gume algum negrume nessa canção meu corpo, a palma da tua mão
o amanhã reside em teus gestos tuas lágrimas, teus manifestos repletos de sol, agridoces como queria que assim fosse!
o hoje mistura teus sonhos aos meus teus olhos saltam em busca dos meus
ao fundo, o medo da palavra adeus...
Escrito por moacircaetano às 10h44
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QUINTESSÊNCIA
moacircaetano
Ah, ontem ao sentir meu corpo dentro do teu explosões solares, eclipses totais; ao fundo, o som do corifeu...
Ah, ontem, quando teus suspiros se esconderam em algum lugar da minha mente, vulcões eclodiram, estrelas nasceram e tudo tornou-se evanescente
Ontem o céu e o inferno se uniram, as portas do paraíso se abriram e lá dentro, sorrindo, me esperavas
e então eu soube que estava perdido pra sempre cativo e agradecido na doce prisão em que me guardavas...
Blogado ao som de "Angel" - Silence 4 "Am I real? Are you real? Is this real? Tell me what´s real?"
Escrito por moacircaetano às 15h58
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Eu
Ana Martins
"Dentro de mim essa vontade de você Não se esgota Não entende que eu te dando o mundo me dou o mesmo Então deixa eu te dar o melhor de mim Para que eu possa me enxergar Deixe eu me entregar Para que eu possa me ter! É só você deixar.
Essa noite eu poderia sonhar todos os sonhos por nós dois Poderia ser tudo o que você quisesse Essa sina de servir não sai de mim Sou assim desde que me entendo Meu sol em virgem talvez esclareça Mas e se você não acreditar nos astros? E se você não acreditar em mim?
Certas músicas me tiram do sério Então me tire daqui, me puxe até você Para que a gente dance até que elas se acabem E essa saudade do que não aconteceu se cesse E que o agora passe a ter importância E faça meu mundo parar
Me chame Eu preciso saber que você precisa de mim Eu já me basto demais para ser somente eu Me agarre Me tire desse mundinho Porque enquanto você não se mover Eu não vou demonstrar Tudo o que eu posso ser para você."
http://www.trancafiada.blogspot.com/
Escrito por moacircaetano às 15h29
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Poesia de butequim
Thais
Não sei narrar. Não sei rimar. Mas a vida que me deram preciso viver. Por isso escrevo. Porque do silêncio eu nasci e precisei falar.
http://sps.blig.ig.com.br/
Escrito por moacircaetano às 12h24
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PROFECIA
moacircaetano
Como Petrolina e Juazeiro são separados por um rio um rio com nome de gente Francisco é o nome do rio cidades amalgamadas mas de si mesmo isoladas num eterno desafio
Como Petrolina e Juazeiro cidades apaixonadas condenadas a viver juntas e separadas pela força de uma corrente contra a qual a força da gente é pouco mais do que nada
O tempo todo se inquietam Juazeiro e Petrolina um, o amante incurável a outra, eterna menina nunca poderão se beijar? Nunca poderão proclamar o amor que os alucina?
Apenas uma ponte os une! Uma ponte, uma obra humana! Apenas um monte de concreto por onde o calor se derrama pedacinho de paraíso inconstante, impreciso dias, meses, semanas
se passarão, e lá estarão as duas cidades, a ponte o rio, com sua corrente o rio, eterna fonte até que uma estrela cadente nasça pelo poente e pra outro sentido aponte
Nesse dia algo estranho por certo acontecerá um cometa desgovernado rasgará com seu fogo o ar os dois amigos namorados embora felizes, assustados já esperam o que virá
O rio com nome de santo em santo se tornará uma profecia antiga finalmente irá vingar já diziam os antigos que o mar viraria sertão e o sertão viraria mar
As duas cidades agora já podem viver em paz livres de suas amarras livres, sem nada mais nada que as acorrente nada, nem rio, nem gente nada, nada mais...
Num abraço que nunca tem fim os dois se encontrarão sob a lua do nosso Nordeste sob o sol do nosso sertão unidos na eternidade unidos, felicidade unidos seremos então!
Escrito por moacircaetano às 18h05
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levis & leevre
valéria tarelho
hoje dispenso meu lado dark e largo, no armário, o pretinho básico, diário.
pra variar, (ul)trajo algo indigo : rasgado, justo, sujo, stonado...
- um escândalo, ele diria -
sábado, abaixo do umbigo e acima da virilha, não quero nada bem comportado.
Escrito por moacircaetano às 17h59
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MOMENTO
moacircaetano
Tuas costas estendendo-se sobre o horizonte a suave plumagem dos teus pelos a substância do ontem
Teu rosto adivinhado por entre a luz entre os teus cabelos a boca entreaberta promessas e apelos
E meus braços numa busca incessante pelo teu corpo, o paraíso em um instante
...
O calor dentro de nós dois explode
E somos um só!
Escrito por moacircaetano às 17h02
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MOREL, MORE AND MORE
moacircaetano
Olhares que se entrecruzam Olhares que se traem Milhares de hipotenusas pelos ares
Sorrisos (des)percebidos Sorrisos secretos Um rio do teu sorriso Cachoeira, meu afeto
A ausência cronometrada prazo de validade tua essência tornando-se minha metade
Agora não tem mais volta point of no return no escape
Perspectiva sem ponto de fuga (fuga? pra que fuga?) novas músicas num velho videotape...
Blogado ao som de "My Immortal" - Evanescence (pela décima vez no repeat)
Escrito por moacircaetano às 23h32
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MOREL
moacircaetano
Nãoesperava que fosseassim. Não esperava tantadoçuratantocarinhotantaentregatantoamor. Esperava tudo, menos as lágrimas que vieram. Do seu rosto. Do dela. Nãoesperava que fosse hoje aprimeiravez. Mesmo com ossorrisosaspalavrasosolharesostoques,suaves... Mesmo com a promessimplícita. Mas aconteceu! E foi como se anjos descessem dos céus e lhe tocassem a pele. Foi como se o mundo fosse aquela cama, aquele quarto, aquele momento. Como se o ar o sol todo o universo tivesse sido feito sópraeles. AdãoeEva. Sem a expulsão do paraíso. Agora a lembrançadaquelespelosaosol não lhe abandonam o pensamento...
Escrito por moacircaetano às 11h11
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ALFABETO DRUMMOND
P PAPINHO LÍRICO NO DIA DOS NAMORADOS
Dá licença? Quero ser namorado a vida inteira pois tenho uma reserva imensa de ternurinhas e meninice arteira.
Quero brincar como nos promeiros dias de namoreco sem declaração. Curtir as pequeninas alegrias como quem não quer nada de novo não (mas quer, pois o homem não é mais simples que a mulher).
Pegar, é claro, nos teus dedos só pra ver como reagem e, achando graça nos teus falsos medos, murmurar: Coragem!
Fingir que me esqueci do combinado no parque, pra ver se sentes falta de mim e surgir da moita de capim, com a minha calva luzidia e alta, dizendo: Que engraçado! Mas você por aqui, meu alfenim?
Ou me esconder atrás da porta, miando que nem gato, e continuar miando, já reconhecido, a fazer o estranhíssimo relato de que uma fada torta me transformou num bicho assim todo encolhido.
Quero te dar bombons, e logo após - o lalá! ora veja! - pedir que me passes a cerveja de boca a boca: é mais gostosa se a trincarmos a sós enquanto os dedos vão tecendo uma carícia lenta e silenciosa, e tão eletrizante que só vendo.
Y otras cositas más que nem te conto, ó minha sempre namorada, mas decerto adivinhas este conto, o mesmo de antes e a cada hora diferente assim como é a gente que se ama de antigo amor presente e não se cansa e nem vai se cansar de um certo suaviardente, antigo e encntador namoramor.
Blogado ao som de "Tão Seu" - Skank "Sinto sua falta não posso esperar tanto tempo assim o nosso amor é novo é o velho amor e ainda e sempre..."
Escrito por moacircaetano às 11h05
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DISAPPEARING IN THE FADE...
moacircaetano
I
Queres um poema? Pois toma este, que me desampara, duro, irritado, esvaindo-se em escaras, toma, fazes o que quiser dele e de mim, pobre mulher!
Podes fazer com ele o que fazes com o que te ofereço: desdenhar sem o menor apreço, joga num lixo, num canto qualquer, e usa apenas quando quiser.
Toma o poema, colhe com tuas mãos a chama que emerge da decomposição do meu corpo, do meu último suspiro e - se sabes a que me refiro - soterra abaixo do chão.
E se te parecem cruéis esses versinhos, então me retira esses espinhos encrustados em meu coração.
II
Amor bandido, desalmado, quero rasgar-te com a força dos meus braços, quero quebrar-te em mil pedaços, destruir-te, remover do meu caminho, voltar a ser sozinho, dependente tão-somente de mim.
Amor estranho, desvairado, sai de mim, mas sai e não volta mais, vai-te embora, não olhes pra trás, leva teus olhos, teu sorriso, tua pele, leva contigo tudo o que te impede e que é triste, é maldito, é cruel.
Amor estúpido, estirpado sabe-se lá de que corpo infeccioso, espúrio, indigno, horroroso, insano, insalubre, mesquinho, leva tua migalha de carinho pra longe do meu corpo febril.
E esqueces que um dia te jurei amor eterno; esqueces o céu, esqueces o inferno, esqueces que um dia me conheceu, e se um dia eu morrer por tua ausência, por favor,dança sobre o túmulo meu.
III
Olha a cidade ao teu redor! Olha os prédios, as ruas, as estúpidas figuras humanas que perambulam pelo dia! Elas continuam as mesmas!
Olha as árvores plantadinhas em frente ao teu prédio, olha a fachada do teu prédio! Olha o rosto de teus pais, marcados pela vida! São ainda os mesmos!
Olha os carros, correndo sabe-se lá pra onde. Olha o vestido pobrezinho da moça que passa, olha bem para o teu namorado. São todos, sempre, definitivamente os mesmos!
Mas, por favor, não olhes pra dentro de mim!
Verás fogo, destroços, incêndio, restos de um mundo que um dia existiu. Verás casas em chama, crianças chorando, homens mutilados gritando enquanto sangram, verás a destruição.
E enquanto teu grande rosto perscruta minha cidade, todos os habitantes tremem, todas as mães protegem seus filhos e todos os filhos choram ante a tua impiedosa presença!
IV
Love is suicide!
Amor é carne paixão é o que sobra após o nada. Amor é o incêndio que consome o espaço que existe entre dois e que ainda assim persiste. Amor é tragédia comédia é um típico filme hollywoodiano sem o final feliz!
O amor é a destruição do que existe em nós e dele então renascemos melhores.
Amor é a negação de tudo o que se é é o salto ao desconhecido é o mistério revelado é o segredo conspurcado os cuidados esquecidos o corpo lacerado e a vontade consumida.
Amor é o pára-quedas ausente. Amor é suicídio! Puro, simples e definitivo.
V
Oh, my God! Nobody smells like you Nobody smiles like you Nobody felts like you Nobody seems like you
Nobody talks like you Nobody laughs like you Nobody touch like you Nobody kisses like you
Nobody moves like you And this is my perdition...
VI
Talvez amanhã a lua brilhe no céu Talvez amanhã o sol nasça novamente Talvez tudo isso seja parte de uma grande piada cósmica desse brincalhão chamado Deus e de seu inseparável amigo Destino.
Mas por enquanto vou ficar aqui, com minha angústia - essa minha velha conhecida - e com ela chorarmos o inevitável.
Por enquanto vou ficar aqui, quietinho, me protegendo na escuridão.
VII
Louco? Talvez. Exagerado? Certamente. Melodramático? Definitivamente.
Mas sincero honesto e suficientemente disposto a viver o sentimento... a viver...
VIII
Minha vida, não te peço muito... Apenas lágrimas, sangue e renúncia...
Escrito por moacircaetano às 14h26
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ALFABETO DRUMMOND
O OFICINA IRRITADA
Eu quero compor um soneto duro como poeta algum ousara escrever. Eu quero pintar um soneto escuro, seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro, não desperte em ninguém nenhum prazer. E que, no seu maligno ar imaturo, ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verso antipático e impuro há de pungir, há de fazer sofrer, tendão de vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro, cão mijando no caos, enquanto Arcturo, claro enigma, se deixa compreender.
Blogado ao som de "Mais uma vez" - Vinícius e Toquinho "O amor é uma agonia Vem de noite, vai de dia É uma alegria E de repente Uma vontade de chorar..."
Escrito por moacircaetano às 23h12
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Autor desconhecido
"Estive doente dos olhos da boca dos nervos até destes olhos que viram mulheres perfeitas da boca que recitou poemas em brasa ah... dos nervos manchados de fumo e café
Estive doente não quero escrever Eu quero um punhado de estrelas maduras Eu quero a doçura do verbo viver."
http://momentosdeangelkiara.zip.net/
Escrito por moacircaetano às 22h57
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TODAS AS MULHERES DO MUNDO
moacircaetano
Quando te deitares comigo, ao meu lado, no escuro,
lembre-se que amo todas as mulheres do mundo.
Quando teu gozo não for mais que um simples sussurro,
lembre-se que amo todas as mulheres do mundo
E quando enfim me vires exausto, grotesco,
lembre-se, lembre-se, lembre-se,
Lembre-se da taxa de juro altíssima,
do nível de glicose residual,
do coeficiente retroativo anual,
lembre-se
do lançamento de Versace, do álbum
duplo de Gershwin, do novo
calhamaço de Márquez, lembre-se
do milionésimo massacre em São Paulo, da ameaça
de invasão naquele país do Golfo, do troco
que esqueceste no bar, mas lembre-se,
não se esqueça, não se esqueça
de que amo todas as mulheres do mundo !
Blogado ao som de "Everybody's Fool" - Evanescence "You´re not real and you can't save me..."
Escrito por moacircaetano às 07h37
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César Garcia Lima
O VERMELHO E O NEGRO
Bato a porta disputada do quarto
sem querer prêmios, só discórdia.
O que me move não é o desejo
está além do meu poder de controle.
Pior que amar
é te matar na memória
MUNDO ANIMAL
os pêlos crescem
em busca do lobisomem inevitável
VOLUME 1
SOFRO PORQUE SOU FICTÍCIO
http://feitoemcasa.zip.net/
Escrito por moacircaetano às 14h03
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ALFABETO DRUMMOND
N NECROLÓGIO DOS DESILUDIDOS DO AMOR
Os desiludidos do amor estão desfechando tiros no peito. Do meu quarto ouço a fuzilaria. As amadas torcem-se de gozo. Oh quanta matéria para os jornais.
Desiludidos mas fotografados, escreveram cartas explicativas, tomaram todas as providências para o remorso das amadas. Pum pum pum adeus enjoada. Eu vou, tu ficas, mas nos veremos seja no claro céu ou turvo inferno.
Os médicos estão fazendo a autópsia dos desiludidos que se mataram. Que grandes corações eles possuíam. Vísceras imensas, tripas sentimentais e um estômago cheio de poesia...
Agora vamos para o cemitério levar os corpos dos desiludidos encaixotados competentemente (paixôes de primeira e de segunda classe).
Os desiludidos seguem iludidos, sem corações, sem tripas, sem amor. Única fortuna, os seus dentes de ouro não servirão de lastro financeiro e cobertos de terra perderão o brilho enquanto as amadas dançarão um samba bravo, violento sobre a tumba deles.
Escrito por moacircaetano às 15h38
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NOTURNO
moacircaetano
As lágrimas jorraram
os olhos cegaram
e subitamente
a loucura se apossou de mim
e morri
centenas, milhares de vezes
renascendo e remorrendo
a cada instante
até que a manhã trouxesse consigo
café, leite, pão e realidade.
Escrito por moacircaetano às 15h26
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