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moacircaetano


QUEIMANDO ETAPAS

moacircaetano


eu te amo
você está me sufocando!

pai, me leva ao parquinho?
não chore, eu venho te ver todo final de semana!

que lindo, você sempre sabe o que eu estou pensando!
que saco, você sempre sabe o que eu estou pensando!

seus problemas acabaram!!!
não aceitamos devolução!

venha para o mundo de marlboro
o senhor tem dois meses de vida...

o choro primeiro
o suspiro último...




 Escrito por moacircaetano às 09h47
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ALFABETO DRUMMOND

U   UMA ROSA


Uma rosa, em dia de chuva

            é uma rosa

espalha em torno uma presença

            luminosa




 Escrito por moacircaetano às 08h35
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CENTELHA

moacircaetano

Parem com esse barulho insuportável

dos cabelos crescendo na madrugada !

Parem com esse barulho — parem ! —

das unhas se desenvolvendo, do suor na vossa cara

 

Parem imediatamente, eu imploro,

com o som das bactérias se multiplicando,

dos olhos se movendo, de Deus pensando,

parem, parem, parem !

 

Interrompam o barulho surdo da lua

e de seus comparsas que insistem em brilhar,

com o ruído das formas nuas,

 

pois só o silêncio (a)final me interessa,

sua quietude, intensa, intrínseca,

sem música, sem álcool, sem festa !


Trilha Sonora: Isobel - Björk
"in a heart full of dust
lives a creature called lust
it susprises and scares
like me..."



 Escrito por moacircaetano às 15h27
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CRIANÇAS

moacircaetano
Do rio da vida
surgem estrelas
é tão bom vê-las
à margem, lindas...

Crianças são fios
que unem os sonhos
de adultos enfadonhos
em seu fastio

a algo que um dia
se esqueceram:
o rio de vida
de onde nasceram...


Inspirado num post do Mosaico
Ah, e não se esqueçam de visitar: http://moacircaetano.fotoblog.uol.com.br/



 Escrito por moacircaetano às 23h22
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CONVITE


Às palavras se juntam a luz...
às imagem se juntam os versos.

E até onde me escondo
me perseguem os olhos
do universo...


http://moacircaetano.fotoblog.uol.com.br/



 Escrito por moacircaetano às 20h13
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INSIDE OUT

moacircaetano


Encontrei-me novamente
meio bicho, meio gente
no espaço pré-determinado
sentado exatamente
ao teu lado.

Olhei meio de lado
como que um pouco medo
já não era mais tão cedo
e já tinhas revelado
teu tão pouco segredo

Me esqueci completamente
do que vim fazer aqui
desapareci
quase que completamente
e você sorri?

Me deitei na miha jaula
e meus olhos revoltosos
carregavam minha alma
da tua pele alva
pros meus montes rochosos...


Trilha Sonora: The World Outside - Paloalto
"Consequence is waiting for you
Can you feel it up inside..."



 Escrito por moacircaetano às 11h51
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ALFABETO DRUMMOND

T      TRISTEZA NO CÉU


No céu também há uma hora melancólica.
Hora difícil, em que a dúvida penetra nas almas.
Por que fiz o mundo? Deus se pergunta
e se responde:não sei.

Os anjos olham-no com reprovação,
e plumas caem.
Todas as hipóteses: a graça, a eternidade, o amor
caem, são plumas.

Outra pluma, o céu se desfaz.
Tão manso, nenhum fragor denuncia
o momento entre tudo e nada,
ou seja, a tristeza de Deus.





 Escrito por moacircaetano às 11h39
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PANO RÁPIDO


Na Europa, roubaram "O Grito", de Edward Munch.

No Brasil, nos roubaram o grito da garganta há muito tempo...




 Escrito por moacircaetano às 09h51
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MEMÓRIA

moacircaetano


Impressionante
como teu corpo se encaixa em mim
o tamanho perfeito, o número certo
a pele, alabastro, marfim

Impressionante
como suas mãos cabem, certinhas
dentro das minhas

como suas pernas se entrelaçam
enquantos seus braços me abraçam

como sua boca me devora
quando nos esquecemos da hora

Impressionante
como cabe dentro do meu abraço
como fica linda por cima
e deliciosa por baixo

Impressionante
como tua mão fica bem nas minhas costas
como teus olhos adentram minha alma
e quase me retalham em postas

Ah, e o silêncio que compartilhamos
mesmo no momento mais sublime...
o ritmo que me leva ao infinito
o ritmo que seu corpo imprime

Impressionante como nada destoa
a perfeição se insinua
enquanto lá fora não existe
o mundo, o tempo, a rua...

E cada vez, cada encontro
é como se fosse a primeira vez!
E assim nosso sonho se fez...




 Escrito por moacircaetano às 08h20
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ALFABETO DRUMMOND

S      SALÁRIO


Ó que lance extraordinário
aumentou o meu salário
e o custo de vida, vário,
muito cima do ordinário,
por um milagre monetário
deu um salto planetário.
Não entendo o noticiário.
Sou um simples operário,
escravo de ponto e horário,
sou caxias voluntário
de rendimento precário,
nível de vida sumário,
pra não dizer primário,
e cerzido vestuário.
Não sou nada perdulário,
muito menos salafrário,
é limpo meu prontuário,
jamais avancei no Erário,
não festejo aniversário
e em meu sufoco diário
de emudecido canário,
navegante solitário,
sob o peso tributário,
me falta vocabulário
para um triste comentário.
Mas que lance extraordinário:
com o aumento do salário,
aumentou o meu calvário!


Atual como nunca...



 Escrito por moacircaetano às 08h05
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ALFABETO DRUMMOND

R      RECONHECIMENTO DO AMOR


Amiga, como são desnorteantes
os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
onde se reclina a inquietação do forte
(ou que forte se pensava ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
a bruma da renúncia:
não querias a vida plena,
tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
não pedias nada,
não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
e de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
sadicamente massacrar-te
sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
desde a hora do nascimento,
senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
ou mais longe, desde aquele momento intemporal
em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
no caos universal.

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
sua espada coruscante, seu formidável
poder de penetrar o sangue e nele imprimir
uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
em doçura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.

Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
que trazia para mim e que teus dedos confirmavam
ao se juntarem aos meus, na infantil procura pelo Outro,
o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, asim o amor
dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
com olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
e a pura essência em que nos transmutamos dispensa
alegorias, circunstâncias, referências temporais,
imaginações oníricas,
o vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
todas as imposturas da razão e da experiência,
para existir em si e por si,
à revelia de corpos amantes,
pois já nem somos nós, somos o número perfeito:
UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse
à vacuidade de existir, fixo e solar,
e se confessasse jubilamente vencido,
até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
a melodia, a paisagem, a transparência da vida,
perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.


Existem momentos na obra de um poeta em que notamos claramente que este atingiu aquele ponto supremo onde nada mais existia a não ser a poesia e o objeto desta. Momentos em que produz-se um texto tão sublime que parece impossível pensar-se ter sido executada por mãos humanas, e não por anjos... ou demônios. Este poema de Drummond é um desses momentos. Tomo sempre o cuidado de ler esse poema com uma freqüência menor que gostaria, pois o arrebatamento a que me leva me traz sempre o medo de não conseguir mais voltar ao mundo real...

Ah, e como seria bom não mais voltar ao mundo real...






 Escrito por moacircaetano às 08h41
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PONTO DE INTERROGAÇÃO

moacircaetano


Onde as sombras não tocam o chão
é ali que se esconde
o princípio do teu sorriso
o início do que sou...

apesar das placas de perigo
continuo, impreciso...




 Escrito por moacircaetano às 08h26
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Mais Manuel Bandeira

CONSOADA


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:

_Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.




 Escrito por moacircaetano às 22h05
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MADRUGADA

moacircaetano

Calem a boca, infiéis!
Silêncio, criaturas da noite.
Neste momento, a mulher amada dorme.

Desliguem seus motores, monstros do tráfego.
DJ´s, cantores, bêbados, prostitutas e dementes,
mendigos, atores, pervertidos, garçons e delinqüentes,
trombadinhas, assassinos, ambulâncias, enfermeiros,
legistas, motoristas, michês, travestis e baderneiros,
todo ser que se move na textura líquida e mórbida da noite,

calem suas malditas bocas!

Em sua cama uma mulher dorme
e seus sonhos são carinhos, rosas e cores,
seu peito arfa em um movimento ritmado,
sagrado,
seus olhos fechados,
seus lábios entreabertos,
sua pele se insinua sob os lençóis
e seu corpo vibra.

E é imperdoável que enquanto isso
o mundo continue a girar ignorantemente;
é incompreensível
que a maquinaria do tempo não pare
e num gesto respeitoso
se ajoelhe a seus pés.

Sim, meus amigos, a mulher amada dorme!
E eu aqui, insone, desperto,
só queria estar em sua presença,
em seu quarto,
em sua cama
e, humilde,
inspirar o ar que sai de sua boca, lentamente...




 Escrito por moacircaetano às 19h49
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Um pouco de Manuel Bandeira

MOMENTO NUM CAFÉ


Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.

Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.




 Escrito por moacircaetano às 22h03
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MUDE


Andei passeando pelo mundo enlouquecido do Edson Marques.

À medida que meus olhos seguiam suas palavras, a poesia fluia de dentro de mim, como num descarrego da minha parte de insanidade.

Alguns dos resultados:


14 de agosto

Amores vão e vêm
A verdade não pertence a ninguém
Apenas o coração, monológico
inverte o sentido do relógio
e transforma o que foi alegria
no intervalo mínimo de um dia...


13 de agosto

Tomando sol

Relendo Neruda

Pablo, preciso de ajuda!


7 de agosto

A beira do abismo

coincide com o caminho

onde o prêmio ao vencedor

é um cálice de vinho

 

Nas mãos, apenas nada

e um pouco de vazio

e na linha de chegada

um poeta em desvario


30 de julho

Minha mão ensandecida

parte em busca subitamente

do que brota, oh, semente

de tua mente pervertida

e do meu salto incandescente...


Blogado ao som de "Take this Bottle" - Faith no More
"I can wait to love in heavan
I cam wait for you
Far away..."



 Escrito por moacircaetano às 12h39
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IR REAL

moacircaetano e Decca


Espreitava dos dois passos quadrados que lhe cabiam na sua cotidianidade. Arriscava suas atitudes kamikazes no vasto espaço do seu ser, cometendo suas maiores loucuras e extravagâncias. Talvez por isso fugisse sempre para dentro de si quando a turbulência no entorno ameaçava - com atrocidades ou calmarias excessivas - o conforto interno instalado.

Pena que dessa vez não fosse possível! Não! Dessa vez fora longe demais, rompera todos os seus limites, distendera a realidade até um ponto impensável. Seu ser tornara-se pequeno demais para sua loucura! E o que havia de realidade já não encontrava alinhamento. O vampiro estava a solta. Supostamente morto. Saído do túmulo para sugar o sangue dos vivos, sentia-se assim!

E a substância passara a ser conseguida na dialética: devorador-devorado. Ávido de viver, consumia-se, e em sua costumeira insaciabilidade fronteiriça, percorreu o gosto da distância, alargando-se. Deflorando-deflorado. Devorando-devorado. E como amaldiçoado donatário recém urgido, experimentou a permeabilidade do viver.

Pela primeira vez em sua vida, deixou a cargo de outros seu destino. Cansara-se de ser o responsável por todas as mazelas desse mundo. Chega! Já era momento de permitir-se a loucura que sempre procurara em seus versos. Era hora de se transformar em seus próprios versos! E quem não gostasse, que fechasse as páginas e interrompesse a leitura! Levantou-se, dobrou os lençóis... ah, fodam-se os lençóis! Desfez a cama novamente e saiu. Tinha um encontro marcado consigo mesmo.


Nunca me senti à vontade pra escrever em prosa. Talvez porque a poesia sempre tenha naturalmente fluido, enquanto a prosa me obriga a uma concentração e esforço que não sei se sou capaz. Por isso sempre adio. Sempre protelo. E sempre acabo por desistir.
Mas dessa vez tive uma guia maravilhosa. Que me levou pelo caminho. Que pegou na minha mão. Que me salvou do bicho papão.
Até que não tropecei muito...
Beijos, Decca.



 Escrito por moacircaetano às 15h48
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ANTES

moacircaetano

Antes da sede, água
antes da fome, pão
Antes do ódio, calma
antes do nome, travessão

Antes do olho, retina
antes do sim o não
Antes do sonho, realidade
antes do sono, ação

Antes do brilho, opaco
antes da entrada, anunciação
Antes do riso, lágrima
antes do pedido, permissão

Antes do jogo, treino
antes do passe, recepção
Antes do abraço, beijo
antes do tosco, precisão

Antes do corpo, alma
antes do sopro, criação
Antes do simples, tudo
que me traga confusão

Antes da mala, alça
antes do soco, provocação
Antes do tudo, nada
antes do cérebro, coração

Antes do choro, alívio
antes do alívio, palpitação
Antes do susto, solitude
antes da luz, escuridão

Antes do teu corpo, o nada
antes do teu olho, solidão
Antes de mim, você
e sua doce presença,
o toque da tua mão…


Blogado ao som de "What do you want from me" - Pink Floyd
"I´m not the one you need
What do you want from me?
You can have anything you want
You can drift, you can dream, even walk on water,
anything you want..."




 Escrito por moacircaetano às 20h36
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POEMAS A 4 MÃOS

moacircaetano e Decca


> AMOR

Quando o amor acordou, estava morto
Nada havia, pulsação, emoção.
Arrefecia.

Quando o amor acordou, anoitecia
De azul em azul, inebriante, vestiu o céu
de uma noite negra e fria

E antes que adormecesse novamente
despertando assim em sobrevida
recolhi todos os vestígios de lembranças tingidas
e fui em frente

E sem querer, reinventei
o amor onde antes não havia
germinando em mim incubadora a revelia

 

> SECRETO SILÊNCIO

Secreto silêncio que atordoa
mil formas fantásticas fazendo-se a toa
em giz com escritas fáceis e borradas

e em tua voz
promessas nunca antes reveladas...

 

> LIMBO

Quando o amor acordou, estava morto
jazia a minha sombra perambulante
(antes agora que antes)
e eu, descompasso fenecendo
dormia à sombra do gigante

E já não era mais o mesmo
já não era quem um dia fui
acreditando ter sido, compadecido
extasiado, de um nada amortecido
extenuado, estendendo-me a esmo


Estorvo inútil com graça recolhido
antes de estorricar e de ser para sempre banido!


Não vou aqui dizer quem fez o que, mesmo porque um verso de um acaba por instigar a mente e as mãos do outro, transformando a percepção do poema, que passa a trilhar novos caminhos.

E o mais incrível é como essas poucas linhas aproximaram, infiltraram, permearam nossas almas.

Obrigado, Decca...


 



 Escrito por moacircaetano às 12h43
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AGOSTO


Não é a toa que o mês de agosto tem má fama!
Vejam só:

AGOSTO DE 1914: Começa a Primeira Guerra Mundial

AGOSTO DE 1945: Os EUA jogam a bomba atômica em Nagazaki (em 6 de agosto, pra ser mais exato...)

AGOSTO DE 1954: O jornalista Carlos Lacerda leva um tiro no atentado da Rua Toneleros. O governo de Getúlio Vargas entra em crise. Getúlio se suicida no dia 24.

AGOSTO DE 1961: Jânio Quadros renuncia à presidência do Brasil.

AGOSTO DE 1962: Morre Marylin Monroe.

AGOSTO DE 1965: Morre a cantora Carmen Miranda, que morria de medo de morrer em agosto.

AGOSTO DE 1976: O ex-presidente Juscelino Kubitschek morre em acidente de carro.

AGOSTO DE 1977: Morre Elvis Presley.

AGOSTO DE 1973: Nasce Moacir Caetano.

Hahahahahahhahhahahah...




 Escrito por moacircaetano às 20h43
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2032

moacircaetano
Na volta

dentro da mala elastotermotemporal

várias camisetas, chaveiros e bonés

onde se lê: "LEMBRANÇAS DE MARTE"

escrito em 32 línguas e dialetos.




 Escrito por moacircaetano às 20h12
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Engraçado como às vezes as grandes lições vêm de onde menos esperamos!

Em uma conversa descontraída com uma grande amiga minha, quando falávamos sobre um assunto que nada tinha a ver com o que se seguiu, descobri que sua cunhada e o marido - pessoas que conheço de passagem e com os quais nunca troquei uma frase contendo mais de dez palavras - pessoas comuns, como você e eu, guardavam consigo uma linda história de amor. Namoraram, ainda jovens, mas por essas voltas malucas que a vida dá, acabaram por se separar. Cada um seguiu sua vida. Casaram-se com outras pessoas, e o mundo seguiu seu giro eterno. Muitos anos depois, separaram-se. Reencontraram-se. E, como se o Destino jogasse sua cartada final, reapaixonaram-se e estão hoje juntos.

Isso me fez pensar em como erramos diariamente ao manter o foco de nossa vida em pontos tão próximos, tão limitados quanto o hoje e o amanhã! Quão pequeno, quão irrisório é esse período de tempo perante todo o curso de nossas vidas! Como teimamos em nos considerar certos, donos de nossa vontade, senhores do nosso destino; quando nem ao menos sabemos o que o futuro nos reserva!

E quantas histórias de amor espreitam cada esquina...

E certamente esses dois nunca saberão como a história de suas vidas me tocou, e continuarão conversando comigo em frases de menos de dez palavras, sem saber que o poeta dentro de mim verá agora não um homem e uma mulher, mas um conto de amor personificado...




 Escrito por moacircaetano às 23h11
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SEGUNDO DOMINGO DE AGOSTO

moacircaetano

Sim, estamos todos aqui

poucas vezes isso acontece

poucas vezes nos reunimos

poucas vezes isto já vi

tecido que o tempo não tece

 

O pai o filho as filhas

reunidos alegres e tristes

juntos insólito estranho

tornados de simples ilhas

a peças gerais de rebanho

 

Sim, estamos todos aqui

e o olho mesmo que chora

é a boca que me sorri

saudade alegria tristeza

crepúsculo ocaso aurora

 

Uma a um te olhamos no rosto

à luz explícita da tarde

se encontram sagrado e profano

e se nos apresenta o gosto

de tudo que é doce e que arde

 

E arde, porém é tão próprio

às famílias, aos pais e aos filhos

aos dilemas, à realidade

é vício, heroína, é ópio

é amargo mas traz saudade

 

Voltando ao ponto: estamos

juntos após tanto tempo

juntos após tantos anos

reencontrando o que fomos

reavendo o que perdemos

 

É certo que nunca é fácil

a arte do reencontro

a arte do equilíbrio

entre a ruga em nossa face

e o sorriso meio esconso

 

é engraçado como hoje vejo

em mim tanto de ti

eu que apenas esperava

- mais que esperança, desejo -

distância do que vivi

 

Só hoje vejo que tudo

mais que ausência ou erosão

é complexo mas não previsível

é aquilo que é raiz

mas no tronco encontra razão

 

Esse insípido alheamento

que não estende sua mão

que não admite sentimento

que represa, isola, contém

soterrado entre o desvão

 

Esse medo de se doar

economia de efusão

sombra, despojo de guerra

céu de encontro ao chão

espelho de encontro à terra

 

Mas é só, e estamos juntos

embora só por enquanto

sem armas, mas sem rendição

apenas a leve tensão

permeando o pouco encanto...




 Escrito por moacircaetano às 09h56
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UM DIA NO PARAÍSO (PRA SEMPRE PERDIDO...)

moacircaetano, se apropriando e se infiltrando em texto da Deb


Era bem mais velha... e nem havia muita afinidade entre elas... talvez a diferença de idade impedisse uma aproximação ou amizade... até então parecia haver uma rejeição natural entre ambas... mas... um dia a mais velha ficara responsável pelo bem-estar da menina enquanto os adultos resolviam compromissos fora...

Esse corpo
que nunca antes parecera
tão suave, tão sublime
tão povoado de estrelas

agora brilhava, incêndio
evanescendo-a
intumescendo-a
arrancando-a da inocência

A outra parece ter levado a tarefa a sério demais... e tratava a menina como a um bebê... foi engraçado... Resolveu banhar e colocar a menina para dormir... a menina que nunca recebera tanta atenção da prima chata, aceitou encantada com a brincadeira... Deu um banho bem cuidadoso na menina... enrrolou-a na toalha... aliás, em duas... uma só para os cabelos... depois, já no quarto, desembaraçou seus cabelos...

negros, os cabelos desciam
até a curva suave dos quadris
quantos desvios pelo caminho!
quantas armadilhas, quantos ardis...

...fez-a deitar e delicadamente enxugou todo o seu corpo... a casa estava toda fechada... e o ambiente sombrio que as cortinas proporcionavam já indicava à menina algo de familiar...

seu corpo então lembrou-se
do que nunca havia acontecido
memória antiga, antepassada
memória há muito adormecida

e o corpo, satisfeito, reagia
arrepios, tremores, ofegava
afogava-se no mar de sensações
no corpo a alma se afogava...

e a prima não parecia ter pressa em vestir a menina... essa não reclamou, mesmo porque não sentia frio... Vamos dormir??? Depois eu visto você – disse a prima com um olhar curioso... a menina, então, não tinha mais nenhuma dúvida do que estava acontecendo... sorriu...

a noite então em dia
se transformou, subitamente
a luz da lua, suave e fria,
tornou-se em sol, lúgubre, quente
e dos mais de mil raios explodiram
em luzes divinas, incandecentes...




 Escrito por moacircaetano às 18h53
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7 DE AGOSTO

moacircaetano


O mundo não acabou
nada, nada de fantástico
interrompeu o giro do mundo
e seu revestimento plástico

Os oceanos não secaram
nem o planeta se desintegrou
nenhuma morte, nenhum dano
nem um poema, nenhum show

Apenas um pombo sentou-se à janela
Fez cocô em meu parapeito
e fugiu, rindo-se, o tagarela

Olhando aquilo, ri também
Afinal, o que não faz mal
também não chega a fazer bem!


Blogado ao som de "Behind Blue Eyes" - Limp Bizkit
"...But my dreams, they aren´t as empty
as my conscious seems to be
I have hours, only lonely
my love is vengeance
that´s never free..."



 Escrito por moacircaetano às 16h39
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ALFABETO DRUMMOND

Q      QUERO


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.




 Escrito por moacircaetano às 18h13
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IMSOMNIA

moacircaetano


Apenas mais algumas horas...

Mais uma vela no bolo
mais uma ruga no rosto
mais um copo de cicuta
sem gosto

mais um rosto que olha
mais um olho que vê
mais uma mão que implora
porque?

e se não vejo motivo
e se não vejo razão
apenas deito, cansado
em vão.

mais uma vela no bolo
mais um bis
da mesma canção
ao fundo a voz do silêncio
refrão!


Blogado ao som de "A long, hard road out of hell" - Marylin Manson
"I wanna live,
I wanna love,
but it´s a long, hard road
out of hell..."



 Escrito por moacircaetano às 17h54
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AGOSTO

moacircaetano

Será que até hoje você não entendeu

o que eu não ousei te dizer?

Será que você nunca percebeu

o que me esforço por não demonstrar?

 

Meu Deus! Será possível que até hoje

não notou nos vincos em meu rosto

as coisas que nunca passei?

Anos de decepções e desgostos,

contratempos que nunca sofri...

As lágrimas que não derramei,

as dores que não tive ainda

oportunidade de sentir...

Será que não vai respeitar

o luto pelo qual não passei?

Não vê que meus ouvidos são surdos

pelo trovão que não troou,

pelo choro que não chorei,

pelo grito que não saiu?

Se é assim, vá embora

por essa porta que acabo de desenhar

com lápis sem grafite,

com minha pena sem tinta,

com carvão já consumido,

com minha mão já decepada.

 

Eu, antes mesmo de nascer.

O mundo, antes do caos...




 Escrito por moacircaetano às 23h27
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http://sps.blig.ig.com.br/

Thais
Não, nossas portas ainda estão fechadas
Mas, entre, se não há outro jeito.
Talvez elas ainda não estejam acordadas.
Quer mesmo conhecer do que o desejo é feito?

Sou Laura, puta velha e cafetina.
Estômago alimentado à estricnina.
Nosso trabalho é abrir pernas sob pagamento:
Dinheiro, comida ou qualquer espécie de sofrimento.
Venham, meninas: esta mulher quer fazer poesia
Escrevendo sobre nossas vidas de pouca categoria.

*

Olá, meu nome é Beatriz.
Sou capaz de fazer qualquer homem arder.
Puta, vagabunda, prostituta, meretriz.
Não há mais o que escrever.

Há trabalho: o sol já ilumina o mundo
Abram as janelas. Que cheiro nauseabundo!
Há sêmen por todo lado.
E cinzeiros ainda lotados.
O dinheiro ainda está por contar.
É tarde: eles não demorarão a chegar.

*

Não ouça uma palavra do que se disse!
Sou Marília, dançarina que todos procuram.
Não vejo aqui apenas imundice.
Vejo desejo e beleza quando me perfuram.

Presto serviços como se não fosse iniciante.
Satisfação para mendigo, juiz, operário e almirante.
Você sorri... Sabe que minto?
Está proibido o orgasmo que nunca sinto.
Ou me engano quanto ao seu sorriso?
Imagina um mundo de prazeres paraíso?

**

Desista, você jamais entenderia
Porque o mundo não desiste
de acreditar que somos pornografia?
se apenas pagamos todo erro que existe.

Que bobagem é essa de liberdade sexual?
Aqui, há séculos, tudo permanece igual.
Somos mulheres de outra qualidade.
Nosso útil corpo não serve para maternidade.
Desculpe, esqueci de me apresentar: sou Dulcinéia,
disseminadora de purulentas gonorréias.

***

Falha palavra!
Silêncio que auxilia
a compreender o que se dizia.
Não fale poema!
Sua ausência agora é meu tema.


 Escrito por moacircaetano às 23h23
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SELFLESSNESS

moacircaetano


Não procure por respostas

Eu não as tenho

Tenho apenas sonhos impossíveis, suores pela madrugada

e noites sem sono.

 

Não me peça motivos

Não os conheço

Conheço apenas o sentimento que me preenche

E que é puro, insistente

E infinito

 

Não me peça consolo,

Piedade, clemência,

Entendimento ou compreensão.

O que é isso?

 

Tenho apenas em minhas mãos

O nada.


Blogado ao som de "Freak on a Leash" - Korn
"Everytime I start to believe
Something is rapen and taken from me..."


 Escrito por moacircaetano às 17h20
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Faça o que quiser, mas não me ame.

Ana Paula Mangeon
Não me ame em dias de outono,
Não me ame quando eu chorar
ou quando eu estiver gargalhando.
Não me ame quando eu contemplar
quando eu encontrar beleza
quando eu parecer delicadeza.
Não me ame quando eu sussurrar seu nome
ou quando eu lhe olhar de esgueira.

Não me ame sóbria, nem ébria.
Não me ame em êxtase.
Não me ame etérea.

Não me ame por minhas palavras.
Não me ame por camaradagem.
Não ame também o personagem.

Não me ame quando eu estiver dançando,
ou quando eu estiver flertando,
ou quando eu lhe dedicar um sorriso.
Não me ame quando não for preciso.

Não me ame lépida, nem me ame zen
Não me ame aqui, nem me ame além.
Não me ame nos segundos em que eu vou de zero a cem.
Não me ame, eu não sei amar ninguém.

Faça o que quiser,
mas não me ame quando eu não lhe amar também.



 Escrito por moacircaetano às 17h19
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