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moacircaetano


RIOT

moacircaetano


A turba, descontrolada
invadiu em desvario a estrada

bloquearam as vias, os viadutos
crianças, mulheres, homens adultos

fogo em barreira de pneus
sonhos que nem eram os seus

apenas a luta pela sobrevivência
apenas a fome por entre a demência

numa explosão de fúria incontida
a morte se mesclou à vida

o sangue se misturou ao asfalto

e Deus, caladinho, olha tudo do alto...




 Escrito por moacircaetano às 22h51
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FUGA

moacircaetano


Você sabe!

Mesmo enquanto procura desesperadamente algum caminho entre as árvores
mesmo enquanto suas mãos, sangrando, afastam os galhos do meio do caminho
mesmo enquanto suas pernas são cortadas pelas folhas, sangram e ainda assim insistem em correr desesperadamente pela mata
mesmo enquanto sua mente confusa tenta debilmente manter um fio de sanidade
mesmo assim você já sabe...

que nunca mais verá novamente os olhos melancólicos e doces de sua esposa
que nunca, nunca mais sentirá entre suas mãos fortes
a maciez das pequeninas mãos de seus filhos
e jamais - ah, isso é certo - conseguirá novamente dormir, sorrir, viver, amar!

Restarão apenas
seus olhos, fixos na noite
(toda noite!)
e, gravada em suas retinas
a última imagem de morte, sangue e ferocidade!




 Escrito por moacircaetano às 14h10
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EXCESSO

moacircaetano


Devorei, sem pensar
tudo o que me foi oferecido.
(quando não empurrado goela abaixo):

comerciais de tv
páginas amarelas
talk shows de araque
programas de auditório
jogos de futebol
peças de teatro
filmes, cinema
histórias em quadrinhos
shows, apresentações
viagens e paisagens
discursos improvisados
políticos programados
jornalismo mundo cão
revistas especializadas
mentiras deslavadas
horas e horas e horas de televisão

Ultimamente,
ando escovando os meus dentes.
Mas me falta o fio dental...




 Escrito por moacircaetano às 18h02
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CROSSING PATHS

moacircaetano


Ó
Pai
se
és
mesmo o salvador
de tudo e de todos
vem!
ou
é
em
vão
a
es
pe
ra
?




 Escrito por moacircaetano às 10h50
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Puxa, fiquei algum tempo sem postar, pois estou passando a semana em Sampa. Vou ficar aqui até domingo, pra ver o GP Brasil de F1.
Espero que, com essa demora toda, não desistam de mim... rs...
É que tá meio difícil de postar por aqui.
Enquanto isso, vou deixando uma poesia por aqui.
E semana que vem estarei visitando todos vocês...
Beijos!

O silêncio escorria pelas paredes da sala...

Enquanto sua ausência
longa de milhares de horas
espessa, enorme, infinda

ocupava todos os espaços disponíveis!

...e eu já não cabia mais
dentro de mim mesmo...




 Escrito por moacircaetano às 16h46
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O QUE FAZER?

moacircaetano


O que fazer quando o verão vai-se embora?

Leva consigo o calor, o sol, as praias
onde deitavam-se os amantes, nas tardes abafadas
e beijavam-se, abraçavam-se, faziam-se um
e se misturavam, em rios de suor...

O que fazer quando a primavera vai embora?

E as flores começam a morrer em sua janela
e o cheiro suave daquela pele te abandona
a relva - não verde, mas loira -
não mais receberá tuas pegadas?

O que fazer quando só restam o outono e o inverno?

Quando tudo são folhas secas pelo chão
e frio, frio, muito frio
em seu coração?

O que fazer quando o amor vai embora???




 Escrito por moacircaetano às 09h16
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ARMADILHA

moacircaetano


Ela simplesmente queria ir embora!

Depois de beijar minha boca
beber meus segredos
escrever em minhas costas
a mais linda canção de amor

Após meses de encontros
e reencontros
de beijos, saliva, esperma
de unhas em minha carne
de sua vida em mim!

Iria embora, simplesmente
sem que eu tivesse opção
sem consulta, sem aviso
apenas aquela passagem de avião!

Então a matei!

Não foi difícil.
Apenas quem nunca usou uma faca
desconhece o poder contido
em algo tão mínimo.

Cortei-a em pedaços generosos.
Em postas, como um peixe.
E a comi.

Agora, pra sempre dentro de mim!




 Escrito por moacircaetano às 14h58
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A cada dia tenho o prazer de encontrar pessoas e textos maravilhosos, o que mantém minha inspiração em estado de graça. Dessa vez foi a Ady Cavalcante quem me emocionou muito... Transcrevo a seguir o texto (com sua licença, Ady...) e logo após, o resultado do sentimento que me invadiu e teimou em sair em forma de poesia, ainda que nem se compare ao texto em si:
Estorvo
Ady Cavalcante

Uma garoa fina cai sobre São Paulo. Segunda-feira chata. O trânsito infernal. Sem novidades. Chego no metrô, tudo parado. A voz plástica no alto-falante informa que "há problemas na linha". Sério??!! Se ele não dissesse eu não saberia, penso com sarcasmo. Ouço impropérios de todos os tipos, pessoas bufando de impaciência e ainda outras, à beira do desespero. Emprego hoje em dia está difícil, apesar das pesquisas alardearem um aumento de n% nas vagas. Mais tarde ficamos sabendo o motivo da confusão. Alguém decidiu dar um fim à própria vida nos trilhos do metrô. Em plena segunda-feira. Daqui a uma semana ninguém mais vai se lembrar disso. 


Uma semana?
Amanhã mesmo
ninguém se lembrará!

E ainda hoje
vários se exasperarão
e pensarão cosigo mesmo:
"Que cara egoísta!
Não podia ao menos
se matar em um lugar
onde não causasse tanto transtorno"?

Enquanto isso
do lado de fora do metrô
as flores continuam nascendo
a Terra continua seu giro eterno
e o sol continua a brilhar
(ainda que por trás das nuvens)...
Enquanto isso, vamos vivendo nossas vidinhas, sem valorizar o que temos de melhor: a VIDA, assim mesmo, com letras maiúsculas!



 Escrito por moacircaetano às 17h28
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SETE E QUARENTA E CINCO

moacircaetano, baseado e entremeado em texto de Edson Marques
Tem dias que me apaixono à tarde e tem dias que me apaixono à noite. Mas hoje, hoje eu me apaixonei às 7 e 45 da manhã.

Ah, paixão que não tem hora...
Chega, vem, se instala,
e com a mesma presteza se vai
mais rápido que uma bala

Ah, paixão que me apavora...

Ela não assistiu à primeira aula só para ouvir minhas histórias e para que eu pudesse lhe beijar os pés. Diz que tem prova de Geografia, que o professor talvez não lhe perdoe, que o sinal já vai bater, que o namorado estuda no mesmo colégio, que tem gente olhando, que coisas assim. Porém, cúmplice de um amor que já nasce escandaloso, ela deixa que eu lhe tire o tênis que ganhou da mamãe e as meias branquinhas de algodão.

No seu tênis, preto
(acho que All Star)
ah, queria Ali Estar...

Meus lábios então encontraram seus dedinhos
e, ao colocá-los de volta
em tão sublime embornal

Meus beijos me prenunciaram
e ali dentro ficaram
Hum... calorzinho infernal...

A penugem dourada nas canelas da musa me encanta por um século, esvoaçante. Depois, encosto minha cabeça maluca na camiseta dela, inocentemente, só para escutar aquele coraçãozinho desesperado que ficou pulsando quase dezoito anos à espera de mim... Jamais me esquecerei de Carol.

Carol
ainda púbere, inacabada
uma ruína grega
antes mesmo de ser executada

Carol
em teus pelos um punhado de sol
em teus olhos o meu reflexo
em meu rosto, o arrebol...

E do diadema de flores que desenhei com suspiros na sua cabeça diamante quando a deixei no portão. Foi tanto e tão bom, meus amigos, foi tanto e tão bom, que se eu tivesse que morrer agora, tudo bem...
Mas o que mais me deixa vibrando de alegria é que não vou morrer agora!

Me viro pela última vez
Miro as costas suaves de Carol
fito logo acima os raios de sol
Se Deus existe, que bom que Ele me fez...


http://mude.weblogger.terra.com.br/



 Escrito por moacircaetano às 18h19
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VAGABUNDA

moacircaetano
Ruídos na porta. Som de chave na fechadura. Girando. Vagarosamente. Como se fosse possível não ser ouvida no silêncio absoluto da madrugada.

Posso ouvir o suavíssimo roçar da meia-calça pelo tapete já desgastado, já incrustrado no piso da sala. Passo a passo. Vagarosamente. Ouço até mesmo a respiração entrecortada, não sei se medo, cuidado ou embriaguez.

Agora já está no quarto. Não é a audição o único sentido que me tortura. Posso sentir, mesmo ao longe, o cheiro de vinho barato. E lá no fundo, quase como uma sugestão, o humilhante cheiro de porra. Misturado ao cheiro dela. Misturado ao meu cheiro nela.

De nada me adiantou ler Vinícius, Drummond, Baudelaire, Rilke. De nada me adiantaram Shakespeare, Dostoievsky, Neruda, Machado. Ou Freud, Jung, Nietzche, Sófocles, Platão. De nada, nada me serviram duas centenas de livros na estante. Sabedoria não se transfere, não se compra. Apaixonei-me por uma vagabunda...

O som delicioso da mini-saia caindo no chão. O som de sua calcinha, úmida, pousando sobre a roupa. O som do seu corpo, sem calcinha, sem vergonha, movendo-se através da camada infinita de ar.

Deita-se ao meu lado. Roça seu sexo em minhas costas. Roça minha orelha com aquela boca maravilhosa. Beija minha boca. A língua me invade. Mais que minha boca, me invade a mente.

Sinto em sua pele o cheiro de outro homem. Sinto em sua nuca o gosto de outro homem. Não me importo. Nada importa.

Estou dentro dela.

Estou no paraíso.

 

Vagabunda!




 Escrito por moacircaetano às 14h32
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ADEUS

moacircaetano

porque ninguém consegue me ver?

Tiro

não se esqueçam de mim

a roupa

o silêncio me assusta

queima

já não me importo com o frio

meu corpo

nem com a falta do meu corpo

roupa

mas preciso de alguém...

despe




 Escrito por moacircaetano às 16h49
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DESTERRO

moacircaetano


O papel também pode te cortar a mão;
com sangue se tinge os ladrilhos no chão.

O papel também pode sofrer corrosão;
o teu corpo cansado não pede perdão?

O papel também pode servir de oração,
de perda, rosário, calvário, canção.

Não é irresistível o chamado do não?




 Escrito por moacircaetano às 09h54
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REFLEXO(E)S

moacircaetano


Na vida vive a morte
esperando
por nós, gado de corte.


Olho dentro de mim.
Morto
enfim...


Abri meu coração
Procurei teu nome
em cada parede
em cada ladrilho
em cada teia
no teto de vidro
mas tinhas partido...

tu, meus olhos e meu afeto...




 Escrito por moacircaetano às 21h54
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PRIMAVERA TARDIA

moacircaetano


Ah, se as rosas fossem azuis...

Talvez então
o sonho sobrepujasse a realidade
e seríamos unos!

Mas hoje
só existem rosas brancas, amarelas e vermelhas...




 Escrito por moacircaetano às 13h34
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NATURAL BORN KILLER

moacircaetano


   Era um matador de poemas.
   Profissional ao extremo. Era muito bom no que fazia.
   Seu primeiro trabalho foi aos quinze anos. Seu pai - homem duro, marcado por anos de trabalho pesado e infinitos sacrifícios - era atormentado por um maldito soneto. Anos a fio. Uma noite, foi ao quarto do velho e, com um travesseiro, sufocou o maldito até que não se ouvisse mais nem mesmo um suspiro. Seu pai estava livre. O único resquício de poesia de sua vida se fora.
   Sua habilidade incomum tornou-o bastante requisitado.
   Em poucos meses, já era conhecido em toda a região. Mulheres de negócios, homens solitários, adolescentes sem rumo, viciados, poetas sem talento, cantores de rock... Sua lista de clientes não parava de crescer.
   Odes, sonetos, elegias, hai-cais, poemas-piada, alegorias dadaístas, poemas em prosa, épicos... Não escolhia seus serviços. Fosse o mais simples ou o mais sofisticado dos assassinatos, agia sempre com a mesma frieza e profissionalismo. Até que um dia, o desafio! Ou, visto de outro ângulo: a consagração!
   O Rei em pessoa bateu à sua porta. Queria que ele exterminasse toda a poesia da nação. Teria todo o dinheiro e toda a estrutura necessária. Seria uma grande cruzada a favor da ordem e do progresso. Não mais dúvidas, não mais sonhos, não mais insatisfações e divagações inúteis, vãs. Preto no branco. Realidade. Simples e límpida...

 



 Escrito por moacircaetano às 15h15
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