MOMENTOS PROVÁVEIS DE SERES IMPROVÁVEIS
Introdução
Amanhã iniciarei uma série de contos... Chamar-se-á (nossa, sempre quis falar isso... rs...) Momentos Prováveis de Seres Improváveis! Momentos Prováveis, pois não são exatamente fatos ou acontecimentos, mas sim pequenos momentos interiores em instantes cruciais. Aquele segundo antes da ação... O pensamento, a reflexão que fez toda a diferença, e ainda assim se passou no espaço de um piscar de olhos. Alguns são bastantes prováveis. Outros, pura conjectura. Mas todos reflexos das ações posteriores desses Seres Improváveis em mim. Seres Improváveis, pois são pessoas que, por uma ou outra razão, não poderiam nem mesmo terem existido. Seja por estarem muito além do seu tempo, ou por acreditarem em coisas que seus contemporâneos não compreendiam, ou mesmo por serem pessoas completamente fora do padrão. Mas, que por isso mesmo, mudaram o mundo ao seu redor... para o bem e para o mal! As opiniões e pensamentos retratados nessa série não refletem necessariamente a opinião do autor. Espero que vocês gostem. Até amanhã!
P.S.: Agradecendo à grande amiga Thaís, de quem veio o embrião da idéia! Beijos!
Escrito por moacircaetano às 07h19
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MANHÃ
decca, marcelo brettas & moacircaetano
Acordou... À sua frente, se descortinava o sol, lambendo seus cabelos desgranhados. Começou a se espreguiçar lentamente, sentindo o ar fresco da manhã deslizar por sua pele... uma preguiça gostosa... Então se lembrou do corpo! Olhou ao seu lado e ele ainda estava lá! Fechou os olhos, abriu-os, repentinamente... "Não, não fora um sonho!", pensou, tentando envergonhar-se, mas a lembrança do ocorrido impregnava-lhe um sorriso maroto na face. Começou a pensar em mentiras, versões que provocassem menos comentários e condenações durante o velório. Nada lhe parecia razoável. A verdade é que lá estava ela, completamente nua, apreciando a nudez, já sem vida, do marido de sua melhor amiga, que horas antes lhe dera o seu último orgasmo.
Escrito por moacircaetano às 05h48
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AVISO
moacircaetano
Roda de carro com apenas dois parafusos? Isso não é coisa que se faça!
Pegue agora mesmo esse telefone! Isso já não tem a mínima graça!
Escrito por moacircaetano às 07h05
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ESTRADA
moacircaetano
A cento e sessenta por hora a realidade se desfaz e tudo é só velocidade e paz...
Escrito por moacircaetano às 07h22
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GÊNESE
moacircaetano
A voz de Deus, impávida, me expulsou. Peguei minha folha de parreira, Eva, uma maçã e construí meu mundo!
Escrito por moacircaetano às 06h21
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 Dançando entre os fios de vida querem desesperadamente se equilibrar...
Se esquecem de que podem voar!
Escrito por moacircaetano às 07h15
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EPÍLOGO
moacircaetano
-Alô... -Desculpe te incomodar a essa hora, mas... não dá pra ficar mais essa noite sem ao menos um pouquinho! -Mas foi você quem me ofereceu pela primeira vez! -Não importa se eu estou viciado ou não, o problema é meu! -Eu preciso de mais um pouco... -Sim, eu sei... mas é que... peraí... -É, eu sei que não tenho condições de pagar o preço, mas eu simplesmente preciso, você não entende? -Olha, se você não me atender, vou ser obrigado a tomar atitudes drásticas! -Estou te avisando!!! -Você não me conhece! Você não sabe do que eu sou ca... -Mas... -Tá bom, eu sei... Me desculpa... Não... Não, eu não vou mais... perdão, me desculpa! -Só preciso de mais uma vez! Uma vezinha só! Eu juro! -Eu sei que eu falei a mesma coisa da última vez... mas... agora é sério!!! -Eu juro... por favor... estou de joelhos! Ai, meu Deus do céu! -Alô? -Alô? -Eu preciso do seu amor, eu preciso! -Não desliga, por favor... eu te amo... eu te amo... -tem uma arma na minha mão... -eu te... -eu... -...
Escrito por moacircaetano às 06h10
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COPA DO MUNDO
moacircaetano
O jogo de ida na casa do oponente... retranca e medo de um contra-ataque iminente!
Jogo de volta: 0 x 0 e empate em casa é derrota! 45 do segundo tempo! Haverá tempo pra uma reviravolta?
Escrito por moacircaetano às 08h34
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FIM
moacircaetano
Quando o mar se transformar em carvão não me tragam seus filhos chorantes pra colorirem sua pele branca.
Não cabem mais lágrimas nos mares. Eles estão saturados de sal e suicídios.
O apocalipse já chegou e seu corpo já sucumbiu...
E do amanhã só resta o desejo!
Escrito por moacircaetano às 06h45
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INSÔNIA
moacircaetano
o sorriso que inundou a madrugada ainda existia
estava longe agora, luz acesa em pleno dia
mas estava perto ainda assim em forma de saudade em forma de carinho em forma daqueles olhos em mim!
Escrito por moacircaetano às 06h21
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UNFAIRY TALE
moacircaetano
Ela tinha nojo de homens. Não é que ela não gostasse... Ela gostava... e muito! Gostava do jogo de sedução masculino. Adorava a mente infantil dos homens. Gostava da agitação suada de seus movimentos. De sua necessidade de aceitação. De sua sede de poder. E de sua quase sempre inabilidade com os sentimentos mais profundos. Mas ela simplesmente tinha nojo de homem! Não, ela não era lésbica... Não lhe agradava o toque macio da pele feminina, nem a clarividência tão típica das mulheres. Não sonhava com os beijos e abraços de bocas mulherescas. É... definitivamente não era lésbica. E por ter nojo de homem - e não desejar de maneira alguma uma mulher - vivia sozinha. Nunca namorara. Nunca trocara carinhos de adolescente. E assim tinha aprendido a viver. Como alguém a quem tivessem extirpado as amígdalas, ou o apêndice. Não, na verdade era um pouco mais desagradável... era como se... sei lá... como se não tivesse nenhum dente! Isso! Péssimo, mas... acostuma-se. Um dia se apaixonou. O homem perfeito! Poesias, flores e flertes. Abria a porta do carro. Ligava todos os dias. Olhava-a com um olhar infinito de promessas e desejos. Mas tudo na medida certa. Nada ali sobrava ou faltava. Nunca se excedia. Nunca se esquecia. Paciente. Podia esperar por horas numa fila, e ainda assim exibir um sorriso apaixonado. Amigo. Companheiro. E na cama, um furacão! Primeira vez. Primeiro beijo. Primeiro toque. Estremeceu. Um abraço... seu estômago embrulhou-se. Os lábios se roçaram. Vomitou. Ele ainda entendeu, apesar do desagradável da situação. Disse que lhe desejava sorte. Disse que estaria sempre à espera. Disse um respeitoso "Eu te amo". E ela chorou. Ao chegar em casa, tomou todo o veneno de rato que havia em sua despensa. E morreu pensando nele.
Escrito por moacircaetano às 05h50
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ASSALTO
moacircaetano
A porta estava fechada e só passavam os donos da verdade!
Esmurrei o segurança meti o pé no trinco e quebrei minha vontade!
Escrito por moacircaetano às 07h09
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VERMELHO
moacircaetano
O que vocês estão olhando? Nunca viram alguém sangrando? Ou seria a sua composição leve, solta bolha de sabão?
Sim, é sangue isto que você vê! Não é chocolate ou massa de tomate... não é como na TV!
Vem, bebe um pouquinho... sente um pouco da minha dor... Vê como a cada gole a vida perde a cor!
Vem, arranca meus olhos e bebe direto do liquidificador!
Escrito por moacircaetano às 09h22
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ENCANTO
moacircaetano
 Essa pele que se derrama em meus braços Esses beijos que me beijam sedentos sem espaços pra rrependimento...
Essa boca esses cabelos os caminhos da minha mão... O encontro O encaixe Explosão!
Escrito por moacircaetano às 05h47
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DECCA
moacircaetano
Mulher-luz, o que mais poderia eu dizer de você? Já gastei meus adjetivos já esgotei meu vocabulário e em nenhum dicionário encontro palavra adequada pra te declamar de um jeito preciso...
Mulher-tantas anjo, passarinho eu sozinho não consigo comprimir nessa linhas de poesia o que me invade... sente aqui!
Mulher-menina quisera eu ser uma horda de poetas loucos de gênios, artistas pra te pintar pra te escrever pra te exprimir em rimas ricas e não nessa poucas tentativas...
Mulher-mulher de força tanta e de tanto amor não vou tentar ser maior do que infelizmente sou...
vou apenas deixar meu pensamento atravessar essa membrana espessa a que chamam distância sonhar um abraço sonhar um beijo nesses olhos de criança deixar meu ser se embrenhar no seu numa suave dança!
Menina Decca que este dia lhe seja início lhe seja aurora lhe seja propício ao que quer que seja que te traga de volta do dia difícil...
Menina Andréa pego meu coração e te dou de presente... Pode usar, deposita nele essa aguardente e abre as portas... O sol te espera na porta da frente!
Escrito por moacircaetano às 11h35
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DISTRATO
moacircaetano & ady cavalcante
Tudo conforme o combinado. O carro preto, reluzente, havia parado uns dez metros à sua frente, num trecho mal-iluminado da rua. De dentro, salta o mascarado. Ela esboça uma reação, quase teatral, mas ele a joga dentro do carro. Em segundos está amordaçada. Mas... algo estranho... a mão, a mão do homem, ela não a conhece. Aquele homem realmente é um desconhecido. Não é seu namorado!!!
Tentou gritar, mas a mordaça abafou todo e qualquer ruído. Tentou se mover, mas as cordas não deixavam. Suas pernas batiam na tampa do porta-malas, e seus joelhos sangravam. Tentou raciocinar, mas não havia oxigênio suficiente em seu cérebro!
Só podia chorar, e foi o que fez... um choro silencioso, feito de lágrimas e desespero.
Foi arrancada de seu choro... o carro parou!
Ouviu o porta-malas ser aberto. Sequer ousou respirar naquele minuto. Ou nos quinze minutos seguintes. Quando criou coragem, chutou violentamente, e sentiu uma rajada de ar fresco. Estava livre. E confusa. Teriam-na confundido com uma ricaça em um seqüestro? O namorado quis dar realismo às suas fantasias? Não sabe. Agora só grita. E espera que não demore muito pra que alguém a encontre.
De repente, passos! Graças a Deus! Olhou em volta... nada nem ninguém até onde sua vista podia alcançar... exceto aqueles dois olhos... e aquela faca!
Antes de morrer, ainda sentiu o maldito penetrando-a...
Escrito por moacircaetano às 05h58
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DYA DY ADY
moacircaetano
Um dia uma estrela nasceu...
Não parecia uma estrela... À primeira impressão seria uma menina normal com boca, olhos, pés e mãos...
Mas algo diferente se viu naqueles olhos vivazes algo primaveril algo repleto de flores e de lilazes...
A menininha cresceu virou mulher, vulcão, batalhou, sofreu mas em nenhum momento perdeu sua alegria que planetas atraía... supernova em expansão!
E pensar que antigamente esse dia me seria como outro dia qualquer... Agora não... É dia de Ady, é dia de poesia... é dia de vulcão e de mulher!
Beijos, Ady! Obrigado por existir... e por aparecer em nossa vida...
Escrito por moacircaetano às 13h58
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PRIMAVERA
moacircaetano
Uma flor nasceu por entre as rachaduras da minha calçada...
Chamei-a de minha mas lembrei-me que antes ela já existia...
Ah, e daí? Flor não tem nem nunca teve documento!
Roubei-a pegando carona com o vento!
Escrito por moacircaetano às 07h03
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ASCO
moacircaetano
Você é um invertebrado... Posso sentir no seu olhar!
Pelo aperto de mão frouxo pelo seu brilho pouco pelo fosco no seu pensar
Pelo musgo que te escorre da pele pela tua aparência fétida pela sua constituição...
Invertebrado! Sai-te já daqui... Retira tua carne do alcance das minhas mãos!
Escrito por moacircaetano às 06h39
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CONTINUAÇÃO
moacircaetano
No meio das tuas pernas minha língua se traduziu em gemidos desconexos e num breve desafio adentrei tua oralidade escrevi no meu idioma o gosto do teu cio...
Escrito por moacircaetano às 07h00
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RETICÊNCIAS
moacircaetano
Aos teus pés roubei-te meu mais precioso troféu...
teu gosto... o que escorre de ti e me leva aos céus...
Escrito por moacircaetano às 23h43
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ESTETOSCÓPIO
moacircaetano
tá batendo devagarinho? tum tum tum? ou tá batendo assim: tumtumtum tumtumtum tumtumtum? quantos corações você tem? só um? e eu... que não tenho nenhum? então me empresta o seu coração? só pra ouvir a sua canção: tumtumtum tumtumtum tum... tum... tum....................................
Escrito por moacircaetano às 06h57
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REVELAÇÃO - Final
moacircaetano & marcelo brettas
O fone ainda distante da orelha. Uma voz suave e sensual escorre fio abaixo. "Olá!"... e um longo silêncio a lhe consumir as entranhas. Olha para os lados e nada. Nem carros, nem pessoas... animal ou movimento qualquer. Sentia uma respiração vindo do outro lado. Esse único sinal de vida era desconhecido, não tinha cara e lhe chegava através daquele fio ligado ao fone. A primeira imagem que lhe veio à cabeça foi a de um cordão umbilical. Ficou imóvel por algum tempo. A língua, em louca retorcida, como a das minhocas cortadas ao meio, conseguiu articular novamente: "Alô!"
Um súbito rubor lhe invadiu a face. Suas pernas se dobraram, tal a vertigem que lhe afligiu. Seus olhos se cegaram por alguns instantes, que tanto podem ter sido segundos como horas. Entregou-se à inconsciência, arrebatadora e deliciosa.
Acordou recostado ao pé do orelhão. O fone, dependurado, batia em sua cabeça delicadamente, ao sabor da brisa. Tuuuuuuuuuuuuuuuu... À sua volta, o mundo seguia seu rumo normalmente. A rua repleta de pessoas, carros, vento e poluição. O barulho inclemente do tráfego lhe rasgava os ouvidos. Como sempre... Levantou-se. Rumou para o trabalho. O mesmo velho chato tolo trabalho. Que desculpa daria ao idiota do seu chefe?
Olhou-o fixamente. Encheu os pulmões e deu meia volta. Apressados passos ganharam novamente as ruas. Que estranha sensação era aquela? Olhou, com carinho, para cada um dos orelhões que encontrou... Só silêncio! Andou e andou, até que a noite o acolhesse. Na lembrança apenas aquele "Olá!". Não compreendia como aquela única palavra podia agregar tanta força. Chegou em casa. Aqueles braços, aquelas pernas, aquela boca... ela continuava lá, maravilhosa como sempre... mas ele já não era o mesmo.
Escrito por moacircaetano às 08h18
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REVELAÇÃO - Parte I
moacircaetano & marcello brettas
O orelhão tocou ao seu lado... Olhou pra todos os lados... ninguém! Talvez alguém tivesse marcado horário ali e se atrasado... Continuou seu caminho! Continuou pensando naquela manhã maravilhosa... naqueles braços... naquelas pernas... naquela boca incessante! Quase não conseguiu reunir forças pra se levantar da cama e ir pro trabalho! De repente, assustou-se! Outro orelhão tocava ao seu lado! Parou, olhou pra todos os lados... ninguém!
Quase nove! Como pode não haver um alguém qualquer na rua? Todos os dias as cotoveladas, ombradas, tropicões... e palavrões, é claro, teimavam em apagar o cheiro e as marcas que aquela adorável boca lhe deixavam na nuca. Pensava tanto e só nela... Não saberia dizer se, antes de começar o irritante toque que o tal orelhão transmitia sem cessar, as mesmas e indiferentes pessoas lá estavam, a fingir a mesma indiferença de sempre...
Rodeou o orelhão... Lembrou-se das troças que pregava quando moleque. Lembrou-se do dia em que colocou um paralelepípedo dentro de uma caixa de sapatos e, depois de fazer um belo embrulho para presente, o "esqueceu" em cima da mureta, na calçada de sua casa. Lembrou-se, com dó, ter visto um pobre velhinho, quase raquítico, juntando as suas últimas forças para carregar aquele embrulho, bem escondido sob o casaco. Só pode ser coisa de moleque, pensou ele!
Prestou atenção... na verdade, vários toques pareciam vir de vários lugares... sim... da casa em frente, do bar na esquina, da drogaria... todos telefones tocando simultaneamente... e ninguém atendia! Na verdade, não havia ninguém em lugar nenhum!
Encheu-se de coragem - logo ele, que era um bundão! - e colocou a mão sobre o fone. Juntamente com o ruído insistente e irritante, sentiu o aparelho vibrar em suas mãos. Retirou-o do gancho. Levou-o até o ouvido. "Alô!", disse, com a voz trêmula...
Escrito por moacircaetano às 08h05
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CONDÔMINOS
moacircaetano
Engraçado... há uma semana que os insetos invadiram minha casa... não uma invasão no verdadeiro sentido da palavra, mas... sei lá... é como se fosse uma peça de teatro onde os atores se sucedessem, sem roteiro, sem direção... Joaninhas, pequenos besouros, mariposas, mosquitinhos... nada nojento e nem preocupante. Eles chegam, ficam em algum cantinho e não me amolam... eu também não me aflijo com essas pequenas presenças. A maioria deles são bonitinhos, e uma ou outra joaninha são realmente lindas! Não sei o que querem comigo. Por enquanto, elas dividem comigo os momentos de solidão...
Escrito por moacircaetano às 00h30
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