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moacircaetano


ECLIPSE

moacircaetano


A noite se escondeu na superfície do dia.
Ele não entendeu o que ela não dizia.
Ele se aborreceu,
ela se entristeceu
e a vida seguiu, vazia...

 



 Escrito por moacircaetano às 08h49
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ORAÇÃO DE UM POETA

moacircaetano
Que não se torne em fôrma a forma
quando calhe bem sucedida
Que haja sempre vida
que haja aresta e resposta

Que o tagarelar posterior
não me imite, não se imite
Oh, Senhor, que meu limite
seja a ausência do que sou

E que do papel
essa entidade inanimada
não reste nada
nem escarro nem troféu

E nas tuas sinapses
ah, leitor tão distraído
seja meu stradivarius
um substituto adequado
ao silêncio do aprazível...



 Escrito por moacircaetano às 13h24
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MANHÃ

moacircaetano

Acordou.

Acordar era assim, repentino! Mas despertar, o ato subseqüente, era fenômeno bem mais vagaroso.

As brumas que lhe cobriam os olhos eram retiradas em camadas, uma a uma. Cada uma a seu próprio tempo. Sem atropelos. Como um aparelho de projeção de slides, porém beeemmmm maaaiiiissss leeeeeennnnnnnnnntttttoooooooooooo..............................................

Não abria os olhos imediatamente ao acordar. Nunca. Aprendera quando morara naquele apartamento imundo no Setor Bueno. Enorme o apartamento. Quatro quartos. Três eram suítes. Dois banheiros sociais. Dependências completas de empregada. Sala de ginástica. Sala de projeção de filmes. Estrutura completa pra videoconferência e o escambau. Devia ter morado gente muito bacana por ali. Mas isso foi antes da Destruição. Ah, como fora difícil conseguir esse apartamento... Tivera que matar três e abrir um rombo em mais outros tantos!

...

Não abria os olhos imediatamente ao acordar. Nunca. Pois bem em frente ao seu catre, havia um enorme buraco onde antes teria havido um aparelho de ar condicionado... Exatamente às seis e quinze da manhã, o sol entrava por aquele orifício e atingia seu rosto. Sol inclemente. Deliberadamente furioso. Queimara-lhe as retinas nos primeiros dias. Agora não mais.

Acordava e esperava seus olhos se acostumarem à luminosidade. Através das pálpebras, enxergava o laranja avermelhado trespassando o furo retangular na parede de concreto. Sentia o calor quase insuportável banhar cada uma de suas células. Quando os raios do sol finalmente feriam seus olhos fechados, abria-os. Sem pressa. Não havia necessidade de pressa no Mundo Novo.

Incomodava-lhe o calor dos últimos anos. Preferia as noites. Geladas. Mas não havia escolha. A escolha possível era escapar àquele inferno em que tinha se tornado o mundo. A escolha possível era a morte. Mas não. Não estava pronto ainda. Faltavam-lhe coragem, vontade e disciplina. Viver, mesmo daquela maneira, ainda era mais fácil que morrer.




 Escrito por moacircaetano às 06h35
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Quem me diz que cor
é o suco de uva?
Alguém sabe?

Um me diz:
"Depende, amigo,
das quantidades..."

"Como assim...?", retruco,
"...o suco é sempre
o mesmo suco!
Tá maluco?"

"Não, amigo,
ele é formado
por várias coisas
que o constituem
açúcar, gelo
a uva mesmo
e as moléculas de água
que o diluem!"

"E daí?
Só quero saber
qual a maldita cor!"

"Pois é, amigo,
vai depender muito
da quantidade das coisas
que o dão sabor!
Açúcar é bom
mas se muito enjoa...
Água o suaviza
mas convém não exagerar
pra não ficar
com gosto de coisa à-toa...
E muita uva
embora seja o principal
vai acabar por tornar em azedo
o que é essencial!
Assim com a cor ocorre!
E se não entende sozinho
não sou eu
quem vai te mostrar o caminho!"

"..."

"Quer saber?
Junte-se à maioria
e chame-o de cor vinho!"



 Escrito por moacircaetano às 21h59
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A vida
vem
e vai
e volta
e rodopia
e se reinicia
entra pela janela
vejam só a cara dela
ouçam, canto de cotovia
estrada de duas vias
arroz na panela
âncora e vela
um arco-íris
um deslize
escorrega
impasse
nasce
e ri!
ah, se...

pode esperar que lá vem ela!

 Escrito por moacircaetano às 09h13
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Minha alma já se quebrou várias vezes...
e até mesmo os cacos, vezes várias ainda se despedaçaram...
Algumas partes, pó apenas...
Mas ainda estas brilham... desafiando a sua estatura pouca!
Diria eu que são estas as que brilham mais! Dividem-se em milhares de pequenos brilhos, captando aqui e ali um minúsculo fragmento de cada raio de sol, que assim não se pode escapar!
Enquanto os cacos grandes, coitados, são convexos ou côncavos, e não podem capturar a luz em sua totalidade!
São plenos de braços e desejos, meus pequeninos cacos!

Obrigado, gente!!!!!!!!!!!!!!!!!!


 Escrito por moacircaetano às 08h44
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INSPIRAÇÃO

moacircaetano
A folha de papel em branco...
Acaricio o papel
beijo a página
e no branco
vou logo metendo a porrada!


 Escrito por moacircaetano às 10h34
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Esconde-esconde...
Onde te encontro?
Em nossas ausências
ou nos dias
em que eu, tonto
sorria?



 Escrito por moacircaetano às 08h28
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AUSÊNCIA

moacircaetano
A página em branco...

tão plena de possibilidades
que me arde os olhos
e o sol e o brilho e a tarde...

em negro me dispo o pranto!


 Escrito por moacircaetano às 06h23
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ENCANTO

moacircaetano
Que beleza encontrei em teus dedos
desdobrando-se em ausência de medos
desvendando-te a pele desconhecida

como eles se dobram, se abrem
como agem em tuas dobras
nas horas desprevenidas

e em mim súbito vislumbro
entre tuas unhas mundo
algo do meu epitélio

e quando olhas de soslaio
adentro meu escafandro imaginário
e finjo-me de sério!


 Escrito por moacircaetano às 14h13
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NOTHINGMAN

moacircaetano
O Homem Nada
continua sua maratona
pelo caminho sem estrada
sem placa, sem sinalização
caminho feito de vazios
e de nãos!

O Homem Nada
olha seus braços poucos
olha suas pernas nenhuma
olha pro horizonte invisível
pra onde, impassível
ruma...

O Homem Nada
sente, incontinenti
escapar-lhe a vida
senta-se à areia
bebe a lua cheia
e vomita sua própria ferida...


 Escrito por moacircaetano às 06h39
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A HORA SEXTA

moacircaetano
Adentrou a casa.
Casa nova ainda. Embora o cheiro de tinta fresca já tivesse sumido.
Olhou para todos os cantos. Algo estava errado. Ou melhor, algo estava diferente. De uma maneira sutil, mas decididamente diferente.
Não podia explicar a quem quer que fosse o que lhe causava aquela sensação. Olhou para todas as paredes, que continuavam brancas como no primeiro dia. Os móveis, todos em seu lugar. O piso, limpíssimo, brilhava.
Adentrou pela milésima vez a mesma sala de estar, tão conhecida de horas e passos. O quarto lhe esperava, lençõis esticados na mais perfeita ordem. Cada porta lhe sorria, cada janela se abria. Mas o brilho do sol amainava, segundo a segundo. Não soude definir o porquê. Os vidros estavam intactos. Levantou os olhos para o céu. Nenhuma nuvem. Azul de doer os olhos. Mas dentro da casa, uma leve penumbra se insinuava, lenta porém constante...


 Escrito por moacircaetano às 19h32
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TEMPESTADE

moacircaetano
Guarda-chuvas não correm!
Eles não fogem da chuva!
Eles aguardam a enxurrada, quietinhos
e quando se molham todos
não têm pressa de sol...

Eles sabem que tudo aquilo
nada mais é que um punhado de água...
mal algum pode fazer!

Eles bebem dos raios de luz
por onde se filtram os pingos
que arrotam milhares de arco-íris.

Eles se isolam
em sua solidão monocromática
e ainda assim se abrem
e recebem
e protegem
e amam...

Guarda-chuvas são mulheres!


 Escrito por moacircaetano às 06h53
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GÊNESE

moacircaetano


...e o fluxo do tempo
de repente se inverteu!

e o velho corpo
perdido entre os brinquedos
de uma antiga infância

e a velha alma
retornando ao nada
numa estranha dança

E todos os seres
capturados então
no momento da concepção!

Foi assim...
o tecido do tempo se inverteu!
em verdade, ainda nem nascemos
mas já carregamos em nossa pele
as marcas de quem sofreu...



 Escrito por moacircaetano às 07h54
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OITO DE MARÇO

moacircaetano


Trabalhadeiras, preguiçosas,
iriitadiças, amorosas,
mimadas ou calejadas,
medrosas ou corajosas,
bem vestidas ou largadas,
sensuais ou inocentes,
as que usam saia rodada
e as de aparelho nos dentes.

Ciumentas ou liberais,
gorduchas ou magrelas,
se bronzenado em seus quintais
ou olhando a vida
pela janela
cantoras, executivas,
domésticas, secretárias
em vestido de gala
em lingerie
ou roupa de malha...

Mulheres-academia
ou intelectuais
mulheres têm sempre algo
que não se satisfaz
são sérias, risonhas
são fonte e infinito
mulheres sussurro
e mullheres grito!

Mulheres de todos os tipos,
marcas e modelos!
Mulheres incontáveis,
mulheres milhares,
mulheres infinito
e mulheres segredo!



 Escrito por moacircaetano às 07h52
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APOCALIPSE

moacircaetano
Findo o fim do mundo
filas se formam
à porta do absurdo...


 Escrito por moacircaetano às 09h42
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SIMONIA

moacircaetano
Minha poesia é carinho.
Minha prosa é espinho.
Minha poesia é afago.
Minha prosa, pecado!

Minha poesia é feita de brisa,
suave, indecisa,
quase sem alarde...
Minha prosa é suja, infame e covarde!
Minha poesia chega de mansinho
te sussurra um gole de vinho
e te acaricia o rosto...
Minha prosa é o filho enjeitado
que só te causa desgosto!

Minha poesia
é o meu presente (?) pro mundo.
Minha prosa é um cão sarnento
latindo
na porta dos fundos!


 Escrito por moacircaetano às 06h54
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 Escrito por moacircaetano às 10h53
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