POMERIUM
moacircaetano
Pensas que podes impunemente adentrar minhas fronteiras?
Pensas que podes com tuas hostes roubar-me a coroa e as estrelas?
Invisíveis, meus limites se estendem até onde a vista alcança.
Tuas legiões desertam. Meus exércitos avançam!
Vai-te! Some daqui com tua divindade. Ela não é bem vinda!
Vai embora pois é chegada a hora em que o sono estertora e a aurora finda...
Escrito por moacircaetano às 08h40
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MEA CULPA
moacircaetano
Perdoa, Senhor, escrevi em letras minúsculas o teu nome teus mandamentos reescrevi espalhei a fúria e a fome destruí os dias em que te pertenci e assassinei teu filho Homem
Senhor, queimei tuas barbas brancas e vesti-me do tom mais funéreo trabalhei no dia sagrado o fim do teu ministério percorri tuas ruas mundanas matei Marias e Anas chamei-te hipócrita e velho
Senhor, perdoa, pois fui então a um só tempo pecado e razão fui canalha, fui ébrio, fui filho fui um trem que saiu dos trilhos
Perdoa, Senhor, pois após tudo o que fiz ainda ousei ser feliz!
Escrito por moacircaetano às 20h45
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MEIA-NOITE
moacircaetano (inspirando-se em Morena Maia)
Cheguei enfim. Quase duas horas após aquele telefonema. Quase duas vidas depois da minha morte, tão pequena. Quase uma eternidade após o fim de minha vida... vida tão pequena! Ela estava ali, deitada. Seminua. Apenas aquela velha calcinha de renda, com um elástico solto pertinho do umbigo. Aquele corpo tão conhecido (tanto ainda a percorrer). Os cabelos negros, espalhados. A boca entreaberta, quase me convidando. Dormia. Numa das mãos, uma barra de chocolate. A outra flutuava no espaço vazio da cama. Aproximei-me. Seria um pecado acordá-la. Beijei a ponta de seus dedos. Sabor de chocolate e vagina. Meu corpo respondeu imediatamente. Levei a mão aos seus seios, que imploravam o meu toque. Parei. Olhei ao redor. Minhas lágrimas ainda guardavam seu rastro em meu rosto. Peguei na gaveta minha velha Polaroid. Uma foto! Seria tudo o que eu levaria desse novo(?) amor...
Escrito por moacircaetano às 10h05
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 Em nossos dedos brilha o futuro revestido em ouro...
Em nossa almas o presente brilha!
Imorredouro!
Escrito por moacircaetano às 15h29
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HISTORINHA PRA FAZER O MOACIR FELIZ...
Patrícia Costa
Era uma vez uma moça que gostava muito de poesias, passava horas do seu dia lendo e sonhando... Certa vez ela encontrou um livro de poesias diferente. Era um livro mágico, isso mesmo, mágico! Diariamente o poeta escrevia neste livro. A história era construída dia-a-dia. Um dia poemas de amor, no outro sobre tristeza, vida, morte. Todos os dias de manhã ela olhava o livro mágico e lá estava, um texto novinho, inédito! Eram poemas muito sensíveis. A moça ficava intrigada pensando: "Quem será este poeta tão sensível e sem identidade"? Será deste século ou do século passado? Estará perto ou distante? Será um lorde? Um feiticeiro? Então ela elegeu uma estrela para representar o escritor daquele livro mágico. A estrela estava distante, mas todos os dias brilhava para jovem moça em forma de textos. À medida em que a moça lia os textos, ela absorvia um pouquinho deles, então ela pensou: "Quero um livro mágico também"... e começou a escrever poesias com a esperança de um dia ter um livro mágico. Todas as noites quando ia dormir, ela se lembrava da estrela e desejava boa noite. Um dia, folheando o livro mágico, encontrou uma de suas poesias publicada nele. Ahhh!!!! Ela não podia acreditar... realmente era mágico!!!!! Esse dia ela olhou para a estrela e ela parecia estar mais próxima, mas ela foi dormir pensando: "É só uma impressão"... A mágica e a poesia foram aproximando a moça da estrela. Um dia a moça acordou e a estrela estava ao seu lado... Quer ler o livro? Está aqui: www.moacircaetano.zip.net. O livro ainda está sendo escrito, inclusive o último texto é sobre um momento lindo de amor entre o poeta mágico e a moça que não cansou de esperar.
Escrito por moacircaetano às 10h12
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APÓS
moacircaetano
Me deito em teu ventre e o som quente do teu coração me acalma, me tranquiliza
Ficaria ali pra sempre ao alcance da tua mão ao balanço da tua brisa
O sabor do teu gozo ainda me habita os dentes e me excita novamente.
Saboreio teu gosto sorrio em meu sono e em ti me abandono...
Escrito por moacircaetano às 17h31
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BOLO
moacircaetano
Mais um dia... Menos um dia pro que resta!
Mais um dia de vida e de festa...
Mais um dia e só!
...that´s all...
Escrito por moacircaetano às 21h56
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CIRCO
moacircaetano
A trapezista mergulhou na escuridão contorceu-se toda soltou-se no vácuo e foi ao chão!
Renasceu no outro dia. Café, leite e pão!
Escrito por moacircaetano às 07h28
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CHUVA
moacircaetano
A tristeza sentou-se ao meu lado e olhou-me com paixão. Essa velha, antiga amiga, tantas vezes transvestida em depressão.
Senti saudade por um momento. Estendi-lhe a mão, beijei-lhe a boca. Eu desesperado, ela louca.
De manhã o sol, coitado, encontrou-nos abraçados. Fitou-me com dissabor. Me chamou de fracassado e traidor.
Detrás do meu raio de luz, ela ainda me espreita. Sabe meus pontos fracos e minha sombra desfeita.
Escrito por moacircaetano às 09h31
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