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moacircaetano


SAUDADE


Você aí em seu quartinho
apertadinho, sem mim
e eu aqui sem você
sem seu jeito de despertar
sem seu levantar devagarinho pra não me acordar

Eu aqui nessa distância toda
E você sem o seu bem
Ainda bem
que os dias são lépidos e logo
me afogo
nos seus beijos tépidos
e em seus milhares de fogos!



 Escrito por moacircaetano às 12h32
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CHUVA

para Rayanne, que está aqui, mesmo não estando... 


Enquanto as ondas frias, frias
nos espantavam a embriaguez
as estrelas caíram no Leme
em forma de gotas de chuva

(pululavam, as danadinhas!)

E quase dava pra ter a certeza
de que elas vinham de Curitiba
abraçando-nos (eu e Marla)
alcançando-nos (nós e o mar)!

E num instante
vi Rayanne
eseus cabelos loooongooooossssssss
e matutinos!



 Escrito por moacircaetano às 00h10
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EMBRIAGUEZ


Amigos e amigas
respeitável público
apresento-lhes
o maior espetáculo da humanidade
um receptáculo lúdico
um estímulo mágico
uma pétala de domínio público
chamada amizade

Coisa estranha
que nunca se preenche
nunca se satura
a nada se prende
e onde cabem todos, tudo e mais alguma coisa
uma coisa meio insólita, meio doida

Vejam, por exemplo
em uma só oportunidade
como se expande
como se abre em fendas
em caminhos em sendas
em novos diamantes

Veja só essa menina
chamada Czarina
com um sorriso quase criança
e uns olhos inquietos que dançam
branca como a alvorada

A Elaine que todos lemos
quase muda quase calada
mas que mostra nos olhos
nos gestos
uma imensidão de afetos e palavras

A Sandra Souza Regina
que nos ensina
algo de paixão e voracidade
que nos traz o gosto de vida
e lágrimas de felicidade
que me hospedou em seu castelo
e me encheu de carinho
de música e tudo o que é belo

André o tal de Lasak
com seu indefectível chapéu
um (pouco) nervosismo nas mãos
que tremem ao tocar o papel
mas logo se traduzem em palavras
que se sucedem, tropel (troféu)

A Keila tão doce Sgobi
que com seu jeitinho quase tímido
e seu sorriso sincero
me conquistou por inteiro
e quase tão doce quanto ela
é o rapaz Marcelo
que de espectador assustado
logo se tornou um fã e declamante
(talvez um dedicado principiante)

E, finalmente, depois de anos
conheço a espetacular
maravilhosa, estelar
Carla Juliano
com um sorriso de milhões de sóis
e um jeito-todo-amor
e uma cabelo e uma voz
e um cheiro verde de flor

A simpaticíssima Luzzsh
com seus olhinhos orientais
e seus etceteras e tais
que quase não declamou
mas em compensação
apesar de susto e complicação
compareceu e nos iluminou

Uma menina bonita
chamada Talita
de olhos claros e gestos raros
uma princesa apressada
que não ficou quase nada
e que saiu à francesa
sem provar das sobremesas

A Jô toda alto-astral
com seus cabelos de cobre
seu sorriso bonito e ar nobre

A Renata
que também logo se foi
mas deixou uma ótima impressão
e um cantinho em meu coração

E por último
mas não menos importante
minha galera reincidente
que já moram desde sempre em mim
e pra sempre continuam assim
Ady Felicidady
minha sempre-anfitriã
que me protege à noite
e me alimenta pela manhã
Decca-luz-menina
e seu sorriso que me envolve
me resolve e ilumina
O grande José Rosa
galã da grande Guarulhos
garoto-todo-prosa
O Brettas e suas motos
seus abraços e carinhos
guardados em minhas fotos
Fejones, louco adorável
de uma loucura doce
e espero que não-tratável
AudiMeire sempre querida
companheira de sono e metrô
suave e divertida

Tudo isso misturado
em poesia e vinho
e prosas e carinho
numa noite memorável
única, inolvidável
uma noite pra sempre mantida
em minha nave-vida!


 Escrito por moacircaetano às 08h45
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INTRUSO


Rio e Sampa, tô chegando!
Ponham mais água no feijão.
Mais cuscuz na cuscuzeira,
cerveja na geladeira
e poesia no coração.
Vamos beber a noite inteira.
Dançar, beber, amar,
instituir a alucinação!

Venho repleto de bagagem,
sacolas de felicidade
abraços, beijos e flores.
Não trouxe qualquer bobagem!
Trouxe algumas rimas soltas
implorando colaboradores,
sorrisos buscando sorrisos,
amores buscando amores.

Trago um sotaque engraçado,
um carinho desembestado
e um cheiro de cerrado.
Enfim, trago o que sou:
o peito aberto de goiano
e o meu versidificador!




 Escrito por moacircaetano às 11h35
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NOVE MESES


Engravidei-me dessa rima
que agora não me sai...
indigesta, prematura.

E não é nenhuma anestesia
que vai transformá-la em prosa
ou em iluminura!


 Escrito por moacircaetano às 11h46
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SIMPLES


Não nasci para sofrer...
Tenho horror à dor.
Tenho horror a inimigos.
Não nasci pra batalha.
Nem para os perigos.

Não nasci para o confronto.
Não fui feito pra sofrer.
Não pedi pra estar vivo...
mas agora que nasci
não me peçam pra morrer!

Não nasci para o chicote.
Minha pele é muito fina.
Não fui feito pra espada.
Sou macio, polimérico,
assumo a forma que te agrada.

Uns me chamam covarde.
Outros, conformado.
Só sei que os dias passam.
E depois que eles se forem
nada mais é apagado.

Por isso vivo o hoje:
não nasci para o passado!



 Escrito por moacircaetano às 10h21
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UNFIT


O amor não cabia dentro da vida...

Ele, gigante polimórfico.
Ela, tadinha, tão pequenina...

Ele ainda tentou.
Botou a cabeça pra dentro.
Depois um braço.
Tentou colocar o outro
mas seus ombros largos se prendiam
à abertura mínima da vida.

Por isso às vezes ele se cansa
e vai embora.
Dói ficar ali...
É belo mas desajeitado, o amor.

Teimoso, de vez em quando ele volta
e se engancha de novo!




 Escrito por moacircaetano às 10h19
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MEIA-NOITE E UM


Ah, essa Lua
que brilha ao longe...
mas desaparece
resolve, surge
depois se esconde...

Enquanto isso meus pêlos
nascem, depois somem
meus dentes se afiam
e cresce a minha fome
mas logo o processo se reverte
não sei se viro bicho
ou se permaneço homem!

Ah, essa Lua
que não se resolve!
Assim não se completa
a minha metamorfose!
Este é um poema já antigo, o primeiro meu a ser postado no Blog de Sete Cabeças.
Pra quem não sabe, é o espaço onde escrevo / me deleito / aprendo com mais 6 cabeças amigas e loucas.
Apareçam por lá:




 Escrito por moacircaetano às 11h34
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APOCALIPSE


...e o fim do mundo chegou
em forma de primavera!

As flores estenderam suas mãos
e abraçaram o que era vivo.
O cheiro invadiu cada casa.
As cores, vitoriosas,
rasgaram o tecido do dia
e acordaram o escuro da noite.

Todos se salvaram...
bastava que tivessem
em si sua dose de flor.

E os poetas tomaram o mundo.

Os fanáticos, coitados,
ainda esperam, ansiosos,
pelo fogo e pela espada!




 Escrito por moacircaetano às 17h57
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