ENCONTRO
Pousa o teu corpo pássaro entre os meus cinquenta braços percorre o espaço restante entre tua boca e a minha língua aporta no ponto de encontro onde a mudez se avizinha...
e veste tua nudez com a minha!
Escrito por moacircaetano às 11h24
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CÉU
Estrelas? Ha! Quem disse? É que o céu é furadinho e através do tecido da noite o dia espreita todo apressadinho!
Escrito por moacircaetano às 18h37
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VIAGEM
Ele esqueceu... esqueceu como abraçar. Como dar o passo primeiro. O caminho daquele corpo, daquele beijo, esqueceu como trilhar.
Seus mapas se molharam na tempestade que veio tarde. Se rasgaram um a um na insistência do medo menhum.
As mãos pesam uma tonelada e sua boca não se abre. E seu corpo estátua já não espanta os pombos e sua inatividade. E sua espera continua imersa na imensa inércia.
E a raiva desse homem frente àquela presença só é menor que sua indiferença.
Quem sabe se ela lhe der a mão? Mas eu duvido... Talvez ela também tenha se esquecido...
Escrito por moacircaetano às 19h13
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GOLE
Derrama em mim um pouco - só um pouco - do teu vinho. Seco, suave, branco, tinto.
Derrama em mim teu vinho antes que eu seja outro, antes que eu esteja clinicamente morto.
Derrama em mim tua solidão e me diz aquilo que me machuca. Eu aguento a pancada na nuca.
Derrama em mim tua fuga, que eu derramo em tua taça a minha dose de ausência e meu estoque de desgraças.
Derrama em mim teu vinho Que eu derramo em ti minha cerveja. E que assim seja...
Escrito por moacircaetano às 20h20
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Hoje eu estou lá:
Escrito por moacircaetano às 11h04
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COLORAU
As cores não duram muito. O sol as mata, rapidinho. O sol e a chuva. E o vento.
A cor da pele um dia fica cinza. O negro dos olhos um dia fica cinza. E o branco das unhas. Os cabelos. A boca, instrumento de amar. A barba fica cinza. A nossa alma um dia fica cinza.
Como uma roupa velha jogada no quintal. Um portão amarelo. Uma casa e suas paredes. Um tapete ao sol. Cinza.
Mas sempre há uma esperança. Ela não é verde, mas multicor e mora num arco-íris chamado poesia.
Escrito por moacircaetano às 17h26
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DOR, SORRISO E POESIA
a dor é coisa besta... coisa pouca! a vida na verdade é poesia. a gente é que enfeia ela e bota dor em tudo que é canto. Um só sorriso é um espanto: são horas de anestesia!
Escrito por moacircaetano às 20h34
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FELICIDADE
Demorou pr'eu me decidir... mas agora não tem engano: quando eu crescer quero ser Moacir Caetano!
Pra poder ser engenheiro e ao mesmo tempo poetar... Construir sonhos de concreto e edifícios feitos de ar!
Pra sair de casa aos quinze e viver minha vida direito, sem ninguém pra me "orientar" ou dizer o que eu devia ter feito!
Pra viver casamento e divórcio e descobrir enfim que a vida é mais... pra um dia ter empresa com CGC e sócio, e no outro ter salário fixo e horário... e nem por isso perder a paz!
Mas na verdade, eu confesso (com um sorrisinho de malícia...) que quero ser Moacir Caetano só pra namorar com a Patrícia!!!
Escrito por moacircaetano às 16h27
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SORTE
Olha lá! Uma estrela cadente... Vamos fazer um pedido? ... ... Não me vem nada à mente... Apenas sorrio, agradecido!
Escrito por moacircaetano às 11h25
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AO MEU AMIGO HERSHEY
Endurece logo! Quero em minha boca obscena tua textura morena. Te sentir derretendo, pouco a pouco, sentir teu gosto em minha garganta numa doçura tanta... enquanto em minhas mãos tua grandeza se apequena.
Ninguém nos viu no escurinho do cinema!
(Essa é pra uma barra de chocolate Hershey´s que se derreteu antes do início da sessão)...
Escrito por moacircaetano às 12h00
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CURSO DE TEATRO
Me ensinaram a vestir o personagem... só não sei como sair!
Escrito por moacircaetano às 22h23
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UMA HISTÓRIA
Ela servia café. Ele, vigia. Ele trabalhava à noite. Ela, de dia.
Se encontravam todo dia às sete em ponto. Olhares-promessas de um futuro encontro.
O dia e a noite, seus inimigos, os protegiam dos perigos que assombram o amor impossível. Ele, o bruto. Ela, a sensível.
Até que um dia... feriado! A vida, enfim, livre do calendário, do relógio e seus horários.
Ele, cheiro de suor. Ela, cheiro de café. Bem-me-quer, mal-me-quer!
Beijos, sussuros, gemidos... transpiração. Confusão de bocas, pernas e mãos.
Um novo dia de trabalho. Escritório, às sete. Ela conversa com o chefe, toda toda sorridente. O vigia, todo ódio e amor. Ranger de dentes.
Reação: a bala, o tiro. A arma na mão, o estampido. o corpo (tão lindo) caído no chão.
Se misturaram então sorriso e morte. Café e sangue. Suor e solidão.
Escrito por moacircaetano às 11h05
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PÉRIPLO
Grandes distâncias podem ser percorridas de maneiras várias... ônibus, lombo de jegue, avião. Mas me diga, amor da minha vida, como percorrer a distância que te separa do meu coração?
Não é distância de léguas ou de metros, quilômetros, não pode ser medida com régua, teodolito ou odômetro. É distância funda, de sonhos que se dirigem em sentidos contrários, de beijos que não se tocam, de olhos que não se cruzam e desejos intermediários.
Me diga, meu bem, como fazer pra descobrir um jeito de te querer bem e de você não fugir...
Escrito por moacircaetano às 22h11
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Hoje tem eu no Blog de Sete:
Escrito por moacircaetano às 09h11
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Ir embora é sempre a pior hora. Enfrentar vôos na altitude da distância e táxis repletos de ausência.
Ir embora é sempre a melhor hora. Encontrar novamente sua outra metade, beber da água do dia-a-dia e mergulhar no mar da própria existência.
Ir embora é ir embora! O importante é guardar (just in case) sempre no porta-luvas uma garrafinha de experiência!
Escrito por moacircaetano às 10h50
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