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Caros amigos passageiros, não se assustem se de repente cairem máscaras de emergência do teto. Não entrem em desespero só porque o fim está perto.
Respirem com a tranquilidade possível o ar que lhes deixamos disponível. Não pensem em coisas tristes como descompressão ou morte. Pelo amor de Deus, sejam fortes.
Cartões com instruções foram deixados na poltrona à sua frente. Leiam cuidadosamente em caso de acidente.
Lembrem-se que os assentos são flutuantes e que estamos aqui para lhe atender, fazendo sempre o melhor pra você.
Então, se é pra morrer, que seja de forma espetacular. TAM. Levando você pro lado de lá.
Escrito por moacircaetano às 11h51
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Orla
Pedra. Branca. Leve. Saltita três vezes na água. Amor que termina sem mágoa.
Duas vezes pulula esta outra. E súbito perde o equilíbrio. Amor morto. Cacófato e delírio.
Esta estanca, pesada e soturna. Mergulha no mar. Sem fim. Amor sem início, sem meio e sem mim.
A srta. Lomyne me presenteou "gregamente" (rs...) com um desses memes que circulam por aí. Esse é pra indicar quatro livros bons e um nem tanto. Como gostei das indicações dela, vou fazer a lição de casa:
A Jangada de Pedra (José Saramago) - o talvez maior prosador da língua portuguesa (pau a pau com Machado de Assis) entrega um livro perfeito, como é de costume. Cada parágrafo tem poesia pra horas de reflexão. Um ritmo apaixonante. E a cadência típica de Saramago, com sua prosa-pensamento. Essencial.
Crônica de uma Morte Anunciada (Gabriel Garcia Marquez) - Não, não é o mais importante da obra de Marquez. Mas certamente é o meu preferido, não sei bem porque. Rápido, certeiro e preciso. E ainda assim pleno de poesia e magia. E, como já se sabe, o início mais revelador da literatura mundial.
Christine (Stephen King) - Sim, porque nem só de cultura elevada vive o Homem. Se posso gostar de Mozart e ainda assim ouvir rock, porque não posso gostar de Stephen King? O primeiro livro "grande" que li na vida, aos dez anos. Não parei até chegar ao fim, nem pra almoçar. Nem dormia direito. Depois li mais três vezes, aos quinze e aos vinte e dois. E continua sendo um dos meus favoritos.
Édipo Rei (Sófocles) - 'cause Greeks rocks! Yeah!!!!!!!!!
O Pequeno Príncipe (Saint-Exupèry) - O "não-tão-bom". Mas ainda assim uma bela história. Se virou clichê, é porque foi repetido e repetido e repetido. Mas vale a pena se despir da carapaça adulta e viajar pelas estrelas com o menininho de cabelos loiros. O único livro que já li em três idiomas. rssss...
Agora os condenados: Czarina, Ady, Leandro Jardim, Múcio Góes e Sandra Souza.
+ do mesmo: http://moacircaetanotodoprosa.blogspot.com/
E apareçam por lá: http://microcosmomicrocontos.blogspot.com/
Escrito por moacircaetano às 10h31
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