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moacircaetano


VERÃO

Calor!
Calor infernal!
Em dia como esses
Nada parece normal...

A vida se arrasta, leeeeennnnnntaaaaaaa...
O amor mal se aguenta
E os hormônios, à flor da pele
Tanto atraem quanto repelem.

E tudo fica meio amplificado
Pelas ondas invisíveis de quentura...
A raiva mal disfarçada,
O mormaço subindo na rua,
A impaciência com o chefe insuportável.
E esse tesão, quase palpável,
Bamboleando em sua cintura.

Em dias de calor como os atuais
O corpo sempre pede mais...



 Escrito por moacircaetano às 10h23
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INVERNO

Nos dias de frio
tudo dói mais...
Um corte na pele.
O tanto-faz.
Topada na quina da mesa.
A falta de paz.

Em dias frios como agora
onde tudo se congela
antes da hora
e a janela
fica fechada 
pro que vem de fora...

...

Sabe aquela saudade que sinto de você
e que, quando passa pelas frestas da porta,
uiva num longo e tristíssimo assovio?

Fica sempre pior quando faz frio...



 Escrito por moacircaetano às 00h23
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EX TUNC

Supervenientemente
comunico-lhe, querida,
neste ato a anulação definitiva
da sua entrada em minha vida.

Baseando-me nas minhas leis vigentes
e no princípio da insignificância
declaro completamente sem importância
todas as ações advindas do passado
e suas consequências resultantes
da imprudência de dois amantes.

Este presente pronunciamento de invalidade
busca, tão somente, na verdade,
desfazer todos os vínculos entre as partes
e obriga-nos, felizmente, doravante,
à reposição das coisas ao status quo ante.

Devido à caducidade dos sentimentos envolvidos
este ato administrativo - para mim em nada abusivo -
aniquila os efeitos de origem sequenciais
daquela noite específica e seus reflexos tais,
de forma que restam completamente restaurados
minha felicidade, minha paz, a minha vida...

Favor assinar aqui embaixo
com firma reconhecida!



 Escrito por moacircaetano às 15h46
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OBITUÁRIO

Pequenas mortes acontecem todo dia
quem se importa com elas?
Um amigo que não aparece mais, 
outra traição em mais um dos infinitos carnavais...

Pequenas mortes acontecem, quase sempre iguais,
e ninguém dá bola pra elas...
diminutos lutos, mínimas sequelas...

O filho que não aparece no hospital,
justo quando a vida se estreitava.
O emprego, tão antigo, tão necessário,
que lhe sustentaria pra sempre,
migrando pra outras mãos, 
mais baratas, menos experientes.

A mulher que já não te olha com o amor de antes,
a vida que emerge monótona dos altos falantes,
o prêmio da loteria que não saiu,
a brincadeira sem-graça de primeiro de abril,
o desprezo desinteressado da moça do segundo andar,
a última chance, desperdiçada, de conhecer o mar,
o saldo negativo no cartão,
as lágrimas nascendo na escuridão...

Pequenas mortes acontecem a todo momento, eu sei,
e nenhuma das minhas interessa a quase ninguém,
embora sejam as mais importantes do mundo.

E enquanto me fecho em meu luto constante,
perco, em meu egoísmo hesitante,
a chance de chorar todas as outras pequenas mortes
que se sucedem a cada segundo.



 Escrito por moacircaetano às 13h43
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