Counters
Free Counter omnia mutantur, nos et mutamur in illis


Viagens...

> moacircaetano todo prosa <

> flickr <

> desenhos e photoshop <

> retratista <

> armazém de coisas <

> blog de 7 cabeças <

> músicas com josué <

> fotolog com Miriam e Ju <

Antes...

01/01/2017 a 31/01/2017
01/12/2016 a 31/12/2016
01/10/2016 a 31/10/2016
01/05/2016 a 31/05/2016
01/04/2016 a 30/04/2016
01/03/2016 a 31/03/2016
01/02/2016 a 29/02/2016
01/12/2015 a 31/12/2015
01/10/2015 a 31/10/2015
01/05/2015 a 31/05/2015
01/02/2015 a 28/02/2015
01/11/2013 a 30/11/2013
01/04/2013 a 30/04/2013
01/02/2013 a 28/02/2013
01/01/2013 a 31/01/2013
01/12/2012 a 31/12/2012
01/10/2012 a 31/10/2012
01/09/2012 a 30/09/2012
01/08/2012 a 31/08/2012
01/07/2012 a 31/07/2012
01/02/2012 a 29/02/2012
01/12/2011 a 31/12/2011
01/03/2011 a 31/03/2011
01/08/2010 a 31/08/2010
01/07/2010 a 31/07/2010
01/03/2010 a 31/03/2010
01/08/2009 a 31/08/2009
01/07/2009 a 31/07/2009
01/04/2009 a 30/04/2009
01/02/2009 a 28/02/2009
01/01/2009 a 31/01/2009
01/12/2008 a 31/12/2008
01/11/2008 a 30/11/2008
01/10/2008 a 31/10/2008
01/09/2008 a 30/09/2008
01/08/2008 a 31/08/2008
01/07/2008 a 31/07/2008
01/06/2008 a 30/06/2008
01/05/2008 a 31/05/2008
01/04/2008 a 30/04/2008
01/03/2008 a 31/03/2008
01/02/2008 a 29/02/2008
01/01/2008 a 31/01/2008
01/12/2007 a 31/12/2007
01/11/2007 a 30/11/2007
01/10/2007 a 31/10/2007
01/09/2007 a 30/09/2007
01/08/2007 a 31/08/2007
01/07/2007 a 31/07/2007
01/06/2007 a 30/06/2007
01/05/2007 a 31/05/2007
01/04/2007 a 30/04/2007
01/03/2007 a 31/03/2007
01/02/2007 a 28/02/2007
01/01/2007 a 31/01/2007
01/12/2006 a 31/12/2006
01/11/2006 a 30/11/2006
01/10/2006 a 31/10/2006
01/09/2006 a 30/09/2006
01/08/2006 a 31/08/2006
01/07/2006 a 31/07/2006
01/06/2006 a 30/06/2006
01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/12/2004 a 31/12/2004
01/11/2004 a 30/11/2004
01/10/2004 a 31/10/2004
01/09/2004 a 30/09/2004
01/08/2004 a 31/08/2004
01/07/2004 a 31/07/2004
01/06/2004 a 30/06/2004
01/05/2004 a 31/05/2004
01/04/2004 a 30/04/2004
01/03/2004 a 31/03/2004


Links Amigos
 A Mulher que eu amo!!! (fotolog)
 A Mulher que eu Amo!!! (blog)
 Olívia e Bolívia
 A Madahlena sem Arrependimento
 Aline
 Andréa Del Fuego
 Ana Paula Mangeon
 Bizarro Deslumbre
 Borboleta e Joaninha
 Breves Histórias Cotidianas
 Calcinhas ao Léo
 Carla Juliano
 Césped Vesper
 Coisa Rara
 Coração na Boca
 Creolina
 Czarina
 Diovvani Mendonça
 Infinit Loop
 Decca e seus rabiscos
 Demasiadamente Inconstante
 e-pistolas
 Elaine Lemos
 Enfim tudo de novo
 Ensaios do Eu
 Escuchameporra
 Fada Milly
 Farinhada
 Fernando Palma
 Flores, Pragas e Sementes
 Gaveteiro
 Giramundo Giraeu Girassol
 Histórias e Vitórias
 Isabellinha, Movimentando o Nada
 Japonês em Braille
 Josué Gomes
 Keila, sobre caminhos e pedras...
 Leite de Letra
 Letra Preta
 Lobotomy Cafe
 Lomyne
 Lugar Gostoso
 Lume Vagante
 Marcelo Brettas
 Marluquices
 Mendoscopia
 Meu Contratempo
 Mia Geodésica
 Monopólio
 Múcio Góes
 Mundo Estranho
 Noturnolândia
 Rainha de Copas e seu sorriso de arco-íris
 Remo Saraiva
 Rita Apoena
 Samia
 Sandra Souza
 Saramar
 Torre de Bebel
 Um Anjo Pornográfico
 Um Tiro no Escuro
 Veronique
 Versos deLírios
 MUSICOVERY
 Devaneios Aéreos
 Nati Alves
 Hipácia
 O Mundo de Paco
 Tati Messias
 Suspiros de Sabrina
 Adyverso
 Verbologue
 Sentir é um Fato
 Mainha me deu lápis
 Ramon Alcântara









moacircaetano


HORIZONTE

Quando o sol entrou pela janela
e suavemente acarinhou teus campos de trigo,
meus olhos, sempre incessantes, se aquietaram.

Repousaram sobre aquela superfície plácida,
levemente em movimento ao toque do vento...
E de algum lugar insuspeitado
o fascínio nasceu, inesperado.

Agora, que quase não te vejo,
entrego-me diariamente às asas do desejo
de novamente entregar meus olhos cansados
àquela paisagem bucólica que reside em teus braços...

Onde me esqueço, escasso, da vida, do tempo e do espaço...



 Escrito por moacircaetano às 10h11
[ ] [ envie esta mensagem ]



TEMPESTADE

...e a tempestade veio, de repente!

 

Derrubou casas, voou telhados,

deixou tudo, tudo revirado

e desabrigou a gente!

 

Removeu o limo debaixo de cada pedrinha,

limpou a poeira até de onde não tinha,

e assim como veio se foi, 

como se fosse verão...

Como se o sim brotasse em lufadas do não!

 

Encolhido embaixo do meu cobertor,

olho, desconfiado, por sob os raios de sol...

com medo e fascínio misturados num só...

 

A tempestade veio e se foi de sopetão...

Ao longe, ouço o som do trovão!



 Escrito por moacircaetano às 00h49
[ ] [ envie esta mensagem ]



MANIFESTO

Poesia levemente inspirada à minha amiga Ady Cavalcante, que até poderia ser uma goiana honorária, não fosse o grave defeito de não gostar de pequi:

MANIFESTO

Já passei nessa minha vida
Por coisas demais...
Tempos de guerra
E tempos de paz.
Já namorei com homem, mulher, cavalo, cachorro,
Já desci cordilheiras e subi morros,
Já passei por etceteras e tais...
Mas pequi nunca mais!

Já participei de orgias,
Já organizei bacanais,
Já sofri coisas horríveis
E passei por coisas legais,
Já fui preso por participação em quadrilhas internacionais.
Já bebi cicuta,
Já comi freiras e putas,
Já fui notícia de jornais...
Mas pequi nunca mais!

Já fiz de tudo o que se pode imaginar...
Já subi em mesa de bar,
Já dei tiro, tomei tiro,
Quase dei meu último suspiro,
Já peguei doença venérea em Bombai,
Já roubei minha mãe e enganei meu pai,
Já dancei na boquinha da garrafa e segurei o tchan,
Já cacei urso e pesquei Matrinchã,
Já comi testículo de boi e olho de cabra,
Já até fui feiticeiro e dei meus abracadabras,
Já fui do ceú ao inferno,
Já surfei pelado e me casei de gravata e terno...
Enfim, já fui tudo que podia ser e o que não podia.
E não me arrependo de nada, de nenhum dia!

Mas tem coisas que não se faz!
Por isso eu digo: pequi nunca mais!



 Escrito por moacircaetano às 10h22
[ ] [ envie esta mensagem ]



SCATO

Hoje registro em versos uma das mais importantes verdades.
Coisa que fere, que humilha, que arde.
Uma verdade mais importante que tudo:
Bosta cremosa não combina com cu cabeludo.

Pois é indizivelmente vil e pernicioso
o efeito que o excremento cremoso
provoca nos nossos pentelhos anais:
a merda se impregna, imperiosa;
transforma-se numa matéria pegajosa
que não se desgruda nunca mais.

E não adianta papel higiênico folha dupla,
nem se mostra necessário exame ou lupa
pra notar que o rabo fica eternamente sujo...
Ah, e o quanto arde o dito cujo
após as infindáveis sessões de esfrega-esfrega!
E a merda, resiliente, que se nega
a presentear-nos com a sua ausência!
E não há, senhores, quem tenha paciência.

Resignamo-nos então, derrotados,
a ficar com os cabelos do cu breados
enquanto a vida segue, aparentemente normal.
Mas quem consegue se concentrar na lida diária
ou em qualquer atividade ordinária
sabendo-se assim, emerdalhado afinal?

E nos acomete uma sensação excruciante
de que o cheiro que sentimos a todo instante
é percebido por todos ao nosso redor.
E mais ainda o sujeito se acabrunha
ao perceber que debaixo das unhas
o fedor infecto é ainda pior.

Mas a maior vergonha de todas, e com razào,
o que nos faz querer morrer de tanta aflição
ou matar no dia seguinte a empregada doméstica
(pra que a outrem não revele tais proibidos)
é quando os cabelos do cu, constritos,
repousam, constrangidos, sobre branca cueca!



 Escrito por moacircaetano às 09h27
[ ] [ envie esta mensagem ]