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moacircaetano


FRÁGIL

Lembra aquele dia?
O coração cheio e as ruas vazias...

Ninguém no mundo, tudo paralisado...
Um silêncio tranquilo invadindo os ouvidos...
E a gente rumando ao desconhecido!

Ali, percebi
que tudo aquilo era muito diferente
de tudo o que existe
e, num mo(vi)mento feliz (e talvez inocente)
prometi a mim mesmo
nunca te fazer triste.

Não percebi, enfim,
que isso não dependia só de mim.

E agora, longe do nosso campo de força imaginário,
percebo algo extraordinário:
Eu,
guerreiro invencível incansável mourinho
sou apenas passarinho...
frágil como essa folha que cai, olha só...

Pra me curar, vou tentar aqui fazer um verso em si-bemol...
Vou ficar aqui um pouquinho, me aquecendo ao sol...



 Escrito por moacircaetano às 11h20
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BREVIDADE

E o tempo... o que dele foi feito?

Leve, aerado,
material pra lá de delicado...
Deve ser tratado com todo o cuidado,
pois desmancha-se ao toque do paladar...
Tempo feito de ar...

Maisena, margarina, fermento,
ovos, açúcar e carinho...
É bom saber-se não-sozinho
quando se é criança,
e tudo é novidade e infância!

Um dia a infância acaba,
e só sobramos nós...
com nossos defeitos, nossos nós...
E a inocência, agora,
é uma lembrança distante.
Tempo diamante!

Duros, procuramos a segurança
que só a vida adulta pode nos dar...
Mas a criança escondida aí dentro
continua a brincar,
só que apertadinha, tadinha...

Olha, ela quer pegar na sua mão...
Quer pisar na grama sob o sol dessa manhã.

E o tempo... o que dele foi feito?



 Escrito por moacircaetano às 10h42
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ECLIPSE

A superfície lunar estendia-se, impávida, sobre o silêncio do universo...

Um verso,
triste,
nasceu de algum lugar,
antes do início dos tempos...
e a sombra do sol iniciou seu movimento.

Calma, paciente,
de uma forma surpreendente,
cobriu cada palmo da pele da lua...
As duas formas nuas
dançaram então, gerando estrelas,
que fecharam os olhos, enrubescidas, ao vê-las...

Tudo durou apenas alguns minutos...
Mas o próprio tempo se curvou, absoluto...



 Escrito por moacircaetano às 10h31
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SECRET SMILE

O velho pirata, aposentado, repousa...

Com seus dentes estragados e suas mãos cansadas,
sua garrafa de rum e suas claudicantes caminhadas...
com sua perna de pau e sua cara de mau.

Em seu ombro,
o papagaio já mudo de tanta idade...
Em seu rosto,
o tapa-olho a esconder-lhe meias verdades...
E em suas mãos um tanto de saudade.
Do mar e das tempestades.

E enquanto à sua volta todos dele se compadecem,
julgando-lhe um pobre coitado,
seus olhos embaçados se aquecem...
E aquele segredo guardado!

Embaixo da velha cadeira de balanço, reluz um tesouro enterrado...



 Escrito por moacircaetano às 09h46
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HIDDEN TREASURE

Vou, fico e volto...
Permaneço!
E no intervalo entre o “Não me esquece!” e o “Não me esqueço!”
flutuo, imponderável...

Levando entranhada em meus neurônios
essa certeza inarredável!



 Escrito por moacircaetano às 09h29
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E=MC2

Teoria da relatividade:
A extensão de um beijo
é sempre diretamente proporcional
ao tamanho da saudade!



 Escrito por moacircaetano às 11h00
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Normal!

Tenho carro, casa, filho, bichinho de estimação,
CPF, título de eleitor e todas as demais placas de identificação
Que a sociedade exige.
Inclusive essa obrigação de ser triste.

Ontem mesmo sentei em frente à televisão
e um senhor de barba grande e paletó
me ensinou como fazer pra me sentir melhor
quando o meu eu interior tiver morrido.
Logo depois assisti à polícia perseguindo bandido
e vi uma propaganda de alargador de pênis.
E renasci, fênix!

Me descobri assustadoramente normal
como sempre desejei ser em minhas noites obscuras
de poesias, remédios e amores sem cura!

E agora, tão comum como só as pessoas normais podem ser,
ouço meu cadáver insepulto dentro do capô do carro
a se debater!



 Escrito por moacircaetano às 10h04
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CHÃO DE ESTRELAS

É delicioso andar sobre um chão de estrelas...
A superfície branca, luminosa, convida
Aos prazeres, às delícias, à vida,
E nada mais importa a não ser aquele momento,
Os pés descalços e os cabelos ao vento...

Andar sobre um chão de estrelas exige cuidado...
É perigoso um chão estrelado...
Pois é feita de brilho sua composição.
Que fascina, e cega,
É refletido sem regras,
Sem as grades da razão.

Mas se aquiete, passeante confuso,
Não importa a ausência de direção.
Há sempre, para a sede, uma tempestade.
Há sempre, para a fome, uma refeição
(estrelas se alimentando de estrelas, autofágicas).

E há sempre, sempre haverá
Abaixo das estrelas, o mar...
E suas ondas mágicas!



 Escrito por moacircaetano às 16h24
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