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moacircaetano


TRAQUINAS, O PALHAÇO... TRAQUINAS!

Ser besta, meu bem,
é item indispensável
à plena felicidade!

Quem constantemente se veste de respeitável
não tem clima nem vontade
pra ser alegre de verdade!

É preciso leveza para ser feliz.
É preciso do palhaço não só o nariz
mas também a acrobacia.
É necessária a gargalhada,
bem-amada,
pra que a vida deslize, macia...

É claro, existem os obstáculos,
todos os aspectos não-plásticos,
duros mesmo, da vida cotidiana...
Mas eu puxo o seu elástico,
e planto uma casca de banana
embaixo dos pés da princesa,
e... surpresa!
Ao invés de ficar enfezada,
ela se derrete todinha
e pow! É pra sempre minha!

Nem adianta o domador
com aquela enorme coragem,
nem o equilibrista,
com toda sua habilidade,
muito menos o mágico,
que é um belo de um farsante,
nem mesmo o dono do circo,
com seus anéis de diamantes...

Ao final do espetáculo,
quando desmontam o picadeiro,
estendo meus tentáculos,
e a conquisto por inteiro...
E enquanto eles ficam na pior,
nos derretemos em suor,
e em mais de milhares de sorrisos,
encenamos nosso amor de improviso.



 Escrito por moacircaetano às 16h31
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MONDO PEQUI

O mundo é mesmo um grande pequi!
Opulento, saboroso, carnudo!
Tem gente que não consegue digerir...
E outros metem os dentes com tudo
sem um mínimo de cuidado!
Machucados,
nunca mais querem experimentar,
como se o culpado
fosse o pobre coitado!

É, o bichinho
tem espinhos
e essa pele tênue, delicada,
que exige sabedoria redobrada,
embora aqueles já iniciados
se deliciem até de olhos fechados.

O sabor exótico, inigualável
não é a todos os paladares agradável,
eu sei...
Mas eu já decorei
cada um de seus ardis
(ao menos os que conheço)
e enquanto como (vivo) deixo
meu istrambo mais feliz!



 Escrito por moacircaetano às 20h56
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ENTRESSAFRA

Meu coração...
cada coisa que ele passa!
Fluido que nem água e fumaça!


Já foi ciumento, hoje nem tanto...
Já foi tão agitado, hoje mais manso...
Já quase morreu de amor e sofrimento.
Já aprendeu a dar tempo ao tempo.
Quantas vezes quase chegou ao colapso...
Ou se enganou por menos que um simples lapso.
Já teve vontade de ser atleta
e malhou, malhou, malhou...
Outras vezes se encheu de preguiça
e deixou seus planos de voo
no piloto automático...
Quantas vezes, dramático,
fingiu ir embora pra nunca mais,
mas em segredo tinha um espelho mirando pra trás...

Quantas vezes floriu como um ipê no cerrado,
pra depois outonar e ficar completamente pelado...

Durante quanto tempo brincou de gangorra,
antes de perceber que isso não leva a porra
nenhuma?...
e que o mundo, por maior que seja,
cabe todo embaixo da unha?

Hoje, curte uma deliciosa entressafra
feita de paz, amor, felicidade 
- e essas coisas por fatalidade
às vezes passam - 
e assim vive feliz!
Quem sabe assim o danado não se safa
e vive eternamente,
sempre
escapando por um triz?



 Escrito por moacircaetano às 20h17
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NO RETURN

Aquele ponto onde não há mais intersecções.
Em que todos os pontos da reta são coincidentes.
Onde não há mais desvios,
se embaraçam os fios
e só se pode seguir em frente.

Muitos se incomodariam...
preocupados com a falta de opções,
aterrorizados com a ausência de senões.
Dependentes da possibilidade de escolha!
Insetos presos numa bolha.

Eu não.
Me aproximo, pelo lado de dentro da bolha de sabão,
pouso minha mão na superfície tênue, quase invisível,
(apenas os reflexos no espelho do impossível)
e brinco de moldar a realidade
à minha imagem e semelhança...
depois da tempestade a bonança!

Só eu sei
que o caminho está traçado não por alguma impossibilidade,
nem por preguiça, inércia ou inação.
Mas sim porque tudo é manhã, ainda que seja tarde!  

E apesar de outono, todos os dias são verão!



 Escrito por moacircaetano às 10h48
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CONTINUUM

E o tempo?
Como é possível nos pregar essa peça?
Apesar de toda a ciência provar o contrário,
atesto, convicto, que o tempo pesa!

É!
Os segundos pesam, vos afirmo!
E ainda mais os minutos!
As horas, então, nem ouso mencionar...
Desafiam, safadinhas, o conceito absoluto
que todos nós temos, desde o nascimento,
e carregam consigo gigantescos blocos de cimento.

E os ponteiros, que se movem arrastados...
Não conseguem carregar, em sua magreza de lâminas,
tamanha carga, tanta massa!
E assim, lento, o tempo passa,
num ritmo vaaaagaaaaaaroooooosooooooo........
Sai daqui,
tempo jabuti!

E os pregos das paredes se entortam, sobrecarregados...
carregando relógios estufados, com a barriga cheia,
e dentro das ampulhetas os grãos de areia
entopem as veias das engrenagens das eras
e nada mais no mundo se acelera...
E as pessoas conversam com aquele tom grave,
e se atrasam todas as aeronaves,
vai ao chão todo mundo que está de bicicleta,
perdem medalhas todos os atletas,
e o mundo vive uma eterna segunda-feira...
...
Mas não, claro que é besteira!

Somente pra mim o tempo passa assim, retardado...
Ao meu lado,
a vida segue, absolutamente normal...
Einsten era mesmo o tal!
Ele já sabia, antes de todo mundo,
que é relativo o passar dos segundos...

E eu tenho a prova definitiva, derradeira:
Somente quando estou entre aquelas pernas
é que a vida passa veloz, corredeira!



 Escrito por moacircaetano às 11h54
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ICARO

Me disseram pra tomar cuidado,
muito, muito, muito cuidado
e não voar tão alto...
poderia me esborrachar no asfalto!

Hoje enfim descobri a trapaça:
Posso voar o quanto eu quiser:
Do chão não passa!



 Escrito por moacircaetano às 18h58
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ANUNCIAÇÃO

Me contam que eu não berrei...
Nasci assim, respirando de repente!
Os olhos curiosos já abertos,
os braços querendo a vida,
se estendendo, desejosos.


O médico se virou pra minha mãe
e teria então dito, tristemente
(pelo menos é o que me conta
minha memória inventada):
Danou-se... vai ser poeta!

E a porta nunca mais se fechou, sempre entreaberta!



 Escrito por moacircaetano às 18h49
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