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moacircaetano


ROUTINE

The same old traffic everyday...
(on and on and on...)
The same old sky over our heads...
(on and on and on...)
The same old ways,
the same no-thrills.
The same old job,
the same "I will"!

The same old dryness in our tears...
(on and on and on...)
The same old songs inside my ears...
(on and on and on...)
The same old feelings...
may I disappear?
The same old life
year after year after year after year!!!!!!!!

Where is my wind?



 Escrito por moacircaetano às 08h06
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CARTÃO POSTAL

Pisou suavemente a areia da praia...
Em pleno verão, não esperava 
temperatura tão gelada!

Olhou pra superfície azul do mar...
Surpreso, notou o quanto estava
surpreendentemente calma!

Olhou pro horizonte, procurando viva alma...
Ninguém!
Só ele mesmo, seu próprio refém.

O vento, parado,
por certo escondeu-se em outras paragens.
A paisagem, 
belíssima,
pareceu-lhe uma fotografia...
Ou uma cidade-fantasma.
Em suas mãos, miasmas...

Mergulhou.
Ou pelo menos tentou.
Não notou a película quase invisível
de gelo sobre o tecido do impossível.

Ao longe, gaivotas brincavam de esconde-esconde.
Pedaços de paz naquele lugar chamado longe.



 Escrito por moacircaetano às 10h25
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RETRABALHO

Máquinas desavisadas pavimentam o caminho dos sonhos...
Pequenos arquitetos projetam minuciosamente
cada curva, cada ponto de tangência...
Engenheiros apressados, porém eficientes,
calculam os custos, estipulam prazos,
traçam cronogramas de execução e obtêm os alvarás correspondentes.
Os operários, exaustos, se esfalfam
e animadamente sacrificam seu repouso
em nome do cumprimento dos prazos.

Mal sabem eles, coitados,
que o projeto foi solenemente engavetado.



 Escrito por moacircaetano às 11h33
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LÁZAROS

Morrer é fácil.
Morrer é muito, muito fácil.
Como dizem, basta estar vivo.
Basta um sopro, um suspiro,
uma falha no respiro, um descuido,
uma queda de cima do muro,
um segundo de desequilíbrio,
um estar no lugar errado,
manga com leite talhado,
um cochilo na direção,
um sim na hora do não,
um lapso de desconcentração...

Morrer é coisa fácil demais...
e não deveríamos voltar atrás!

Morrer é natural, 
é nossa (a)final resolução...
Difícil é ressurreição!

Difícil é andar entre os homens insepulto,
uma homenagem ambulante ao luto.
Difícil é estar quase vivo, putrescente,
moscas nos cabelos, na boca, nos dedos,
o mundo despido enfim de medos
mas também de adrenalina.
As pessoas pelas esquinas
fugindo à sua passagem
enquanto você as cumprimenta.
O mundo preto e branco
e em câmera lenta.

E a paz adquirida na morte, no fim,
deixa subitamente de existir.
Assim...
como quem não sabe mais dormir
e morre de sono, não obstante.
Sonâmbulos, perambulantes,
caminham os párias, aos montes,
cada um com sua particular maldição.
E nem são capazes de união,
de confraternização.
Pois que são distintas suas mágoas.
Óleo e água.

Morrer é coisa fácil, meu irmão,
é uma besteira, um soluço.
Coisa de principiante.
Quero ver é andar entre os vivos,
e ainda sorrir como antes.

Morrer é um nada.
Morrer é um brincar de ciranda.
Até que venha a sentença: "Levanta e anda"!



 Escrito por moacircaetano às 09h54
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SOS

Sabe o que é?
É que eu nunca coube dentro de mim!

E isso sempre fez com que eu seja assim...
distendendo todas as cordas,
dispensando quinas e bordas,
um copo que já transborda
quando está ainda pela metade...

Sabe? É que existem outras cidades
inteiras dentro de mim...
com pequenos homenzinhos andando pra lá e pra cá,
em zepellins, asas-delta e sidecars,
equipados com fricção e bate-volta...
e nenhum deles se importa
em verificar o nível de bateria...

Sabe o que é? É que o meu dia
tem milhares de compartimentos invisíveis,
inclusive
desconhecidos de mim mesmo.
E se às vezes ando a esmo
não é por distração ou descaso...

É que eu não caibo nesse pequeno vaso
em que depositaram minha alma.
E às vezes me falta calma.
E escapo pelas frestas da armadura.

Vem, me segura.
Não com força, mas com ternura.
E me entende.
E voa comigo.

Pois para um pássaro ferido
o céu
será sempre o melhor abrigo.



 Escrito por moacircaetano às 09h49
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MORMAÇO

Quantas vezes
pelos caminhos da fascinação...
com seus meios-fios feitos de sonho
e suas placas sem sinalização...

Os pequenos blocos vítreos
refletindo cada raio de luz...
Flores azuis
e vermelhas e amarelas
e as formigas passeando por entre elas
com seu suave cheiro de feromônios...

Pequenos demônios,
engraçadinhos,
brincam de beliscar meus pés descalços.
Meus passos
miudinhos
pra não pisar em suas pequeninas mãos.

Pedaços de senão
nos meus bolsos tilintam
ao nascer da tarde.
A saudade
não dói, é um troféu.

O véu
diáfano da realidade
bloqueia a visão, mas em parte
protege a membrana delicada das retinas.

Em algumas esquinas
duendes me sussurram: “Vire aqui”... “Vai por ali”...
Mal sabem eles, coitados,
que já conheço cada um dos doces pecados
do que está por vir.

Nada é mais sólido que a poesia.
Nenhuma força lhe é contrária
a ponto de vencê-la.
Nenhuma estrela
brilha
mais que o Sol, pelo menos aos nossos olhos terrestres.

Prestes
a reescrever minha história,
levanto meu pé em direção ao abissal.
Mas qual...
Num movimento lento,
me alimento
de um pedacinho de memória
que sobrou de minhas vidas passadas.
Apago minhas próprias pegadas
e volto, sem olhar pra trás...

Estátua de sal nunca mais...



 Escrito por moacircaetano às 21h23
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