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moacircaetano


CANTILENA

Inspirado num texto de Marina Barbieri.


Fiz de tudo.
Fiz das tripas coração.
Mudei de opinião.
Fiquei de quarentena.
Fiz novena.
Mandinga.
Bebi pinga.
Coloquei meu melhor vestido.
Abandonei os meus amigos.
Corri perigos
Como nunca antes.
Parei de beber refrigerante
(Você disse que deixa gorda).
Fechei a boca.
Parei de falar palavrão.
Parei de falar não.
Pra você fui toda sim.
Passei a viver assim
Na sua dependência.
Me afoguei na carência
E nos copos de vinho.
Te deixei sozinho
Quando eu mais precisei
Pra não te sufocar.
Fiquei sem ar
Milhões de vezes.
Passei semanas, meses,
Em crise de abstinência.
Perdi a paciência
Pra depois me arrepender.
Tentei ser pra você
A melhor mulher que já fui.
Mas deu ruim.
Quanto mais eu chegava
Mais você se afastava.
Quanto mais por você eu morria
Menos você me amava.
Meus estratagemas
Sempre falhavam.
Seus olhos, aos poucos,
Me abandonavam.
E eu falando sozinha.
Magrinha, tadinha.
E seu corpo indo pra longe
(Não sei pra onde)
E seus braços se distanciando
E sua boca se desviando da minha.
E eu sozinha.
Cada vez mais.
Perdi a paz.
As amizades.
Perdi a coragem.
Virei covarde.
Virei tudo o que eu mais desprezava.
E eu adorava.
O sofrimento me purificava.
Virei santa.
E sua puta.
E puta que pariu!
Você não viu
Nada disso.
Foi omisso.
Homossexual - minha mãe dizia.
Safado - meu pai insistia.
E eu nem aí.
Desfilava feliz
Com a minha agonia.
Chorava de dia
E bebia de noite.
Esperando sua ligação
Sempre na hora errada.
E eu saía descabelada
Sem nem me arrumar
Pra qualquer motel barato.
Cinco minutos de papo
E mais cinco de pau.
Achava normal.
E chamava a isso de felicidade.
Você não sabe da missa a metade.
Não sabe que matei em mim
Qualquer gota de respeito próprio.
Que você era meu ópio
E meu remédio.
Pela sua cara de tédio
Eu sabia
Que pra você era só mais um dia.
Só mais uma punheta
Entre minhas tetas.

Quero fechar esse poema.
Acabar com essa cantilena.
Quero uma conclusão.
Mas não.
Continuo na roda.
É foda
Essa tal de paixão
Não correspondida.
Continuo fodida.
Sem esperança.
E se pego uma pança?
Será que te seguro?
Ou vou só criar
Mais um filho sem pai
E sem futuro?
Do outro lado do muro
Deve existir alguma saída.
Mas é tão conhecida
Essa sensação 
De morrer todo dia.

Você: minha biografia.


 Escrito por moacircaetano às 14h52
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MANIA

(pra Bella Dellacour)


Tinha mania de ser nua.
Em casa, no estúdio, na rua.
Foi sempre assim.
Desde o mais longínquo início.
E será desse jeito até o fim.

Nua de preconceitos.
Há muito tempo despiu os seus
E se vestiu de tatuagens.
Sabe que conceitos pré fabricados
São sempre rematadas bobagens.

Nua de defeitos categorizados
Que tentam à força lhe impôr.
(Se for pra sofrer, que seja de amor).

Nua de vícios que não lhe interessam.
Não tem pressa.
Sabe que o limite da felicidade
É ser dono da própria vontade.

Nua de preocupações comezinhas
Com coisas mesquinhas.
Deve ser muito triste a manada
Que se mata por nada
E perde a chance de ser feliz.

Um dia, por um triz,
Escapou do destino nada nefelibata
Das pessoas chatas
E decidido ser meio louca.
E pra ser nua por completo,
Decidiu tirar a roupa.


 Escrito por moacircaetano às 14h49
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BALANÇO

Tenho cada vez lido menos poesia.
Tenho cada vez lido menos.
Tenho cada vez trabalhado mais.
Trocado por conforto a minha paz.

Tenho me cansado muito.
Cada vez mais ocupado a minha vida
com coisas deste mundo.
Tenho escrito cada vez mais amiúde,
muito menos que jamais pude.
Tenho fugido constantemente dos meus sonhos
e me afundado na realidade.
Deus, como tenho sido covarde!

Tenho a cada dia prestado menos atenção
às coisas do meu caminho.
Os olhos sempre fixos no destino.
A cada dia tenho menos tempo pra mim
e pros que me rodeiam.
Inseto preso em sua própria teia.

Tenho cada vez sido menos planta
e me tornado mais objeto.
Estou a cada dia mais perto
de um lugar muito distante de mim.
E não sei se é bom que eu seja assim.

Tento.
Mas o cansaço não deixa.
É mais fácil ficar aqui nessa cadeia
com os olhos pregados na internet.
O corpo pede descanso
mas a alma fica preguiçosa junto.

E fico sem assunto.
Fico chato.
As sempre mesmas monólogas conversas.
Os mesmos sempre mesquinhos diálogos.
Deixei de ser canário
há muito, muito tempo.
Agora sou apenas um móvel,
imóvel
nas esquinas da falta do meu tempo.



 Escrito por moacircaetano às 14h45
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(P)REVISÃO

O eclipse solar de 20 de maio de 2012

será um eclipse anular visível

na região costeira da China...

E eu, meu Deus, que nunca mais

consegui ver a minha menina!


Vão ver a porra do eclipse no sul do Japão,

no norte do Oceano Pacífico

e no oeste dos Estados Unidos...

E eu, caralho, que não enxergo

nem o que me vem aos ouvidos!

 

O eclipse apresenta magnitude 0,9439.

E eu já não vejo nada do que me comove.

 

É o quinquagésimo oitavo eclipse solar na série Saros 128.

E eu... acho que vou ali comer um biscoito!



 Escrito por moacircaetano às 13h22
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